Relatório de Emprego decepciona e petróleo sofre queda na sessão

Presidente do Fed afirma que se a economia dos EUA continuar nesse ritmo, não haverá baixa sustentável no desemprego

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SÃO PAULO – Os principais contratos de petróleo fecharam esta sexta-feira (7) em queda no mercado internacional, após dados dos Estados Unidos apontarem a criação de novos postos de emprego abaixo das estimativas de mercado, além do fortalecimento do dólar, que contiveram o apelo de manter a commodity como alternativa de investimento. O pronunciamento do presidente do Fed, Ben Bernanke, também agitou o mercado.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 93,33 no pregão desta sexta-feira, baixa de 1,26% em relação ao último fechamento. O contrato com vencimento em fevereiro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 88,03 por barril, configurando uma baixa de 0,40% frente ao fechamento anterior.

Muitos analistas ainda avaliam que o preço do óleo encontra-se sobrecarregado, mesmo com as correções da semana.

Economia americana
O relatório de emprego dos EUA dá sinais de que muitos desempregados norte-americanos estão ficando desencorajados a procurar a reinserção no mercado de trabalho. Esta análise é possível através do cruzamento dos dados do número de criação de vagas e da taxa de desemprego registradas no último mês. O consenso de mercado previa um cenário de abertura de 150 mil vagas e, neste patamar, haveria uma taxa de desemprego de 9,7%. 

A economia norte-americana registrou a abertura de 103 mil postos de trabalho em dezembro e a taxa de desemprego caiu para 9,4% no mesmo período – abaixo da previsão de 9,7% dos analistas -, segundo o Relatório de Emprego divulgado pelo Departamento de Trabalho. O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que estimava uma alta de 150 mil postos no período. Vale ressaltar que em novembro foram abertas 71 mil vagas de emprego, segundo dados revisados.

A formação de um quadro como este é possível quando, em razão da dificuldade de encontrar trabalho, cidadãos sem emprego deixam de buscar sua recolocação. Para Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, os indicadores ficaram dentro do que o Fed esperava, mas se continuarem nesse ritmo, não teremos um declínio sustentável no desemprego. “No ritmo de crescimento projetado pelo Fed, deveremos levar de quatro a cinco anos para que o mercado de trabalho se normalize”, disse.

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Discurso de Bernanke
Em discurso ao Comitê Orçamentário do Senado, Bernanke afirmou que a economia dos EUA não está criando postos de trabalho a um ritmo suficientemente rápido para reduzir a taxa de desemprego e que, portanto, o país ainda corre o risco de sofrer uma deflação.

O presidente do Fed disse que as políticas de afrouxamento monetário do banco central trouxeram alguns benefícios para a perspectiva econômica e melhoraram as condições dos mercados financeiros. Ele também ressaltou que as autoridades estão tentando equilibrar os riscos de inflação e de deflação.

Crédito ao Consumidor
O Federal Reserve divulgou o Consumer Credit, que revelou alta ajustada sazonalmente de US$ 1,35 bilhão no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano na passagem entre outubro e novembro.

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O resultado veio acima do que indicavam as projeções, de contração de US$ 2,5 bilhões no período. No total, o crédito concedido chegou a US$ 2,402 trilhões. Este é o terceiro mês em que a base de crédito ao consumidor nos EUA aumenta.

Canadá 
Por meio de um comunicado, a petrolífera canadense Canadian Natural Resources anunciou nesta sexta-feira o encerramento do projeto Horizon  na região nordeste de Alberta. 

O incêndio em Horizon começou por volta de 15:30 (hora local), no local onde o betume é convertido em óleo sintético.