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São Paulo – De acordo com o Bank of America Merrill Lynch, o ano de “2015 deverá ser mais desafiador para os lucros dos bancos do que em 2014, dado o crescimento mais lento do crédito e a deterioração da qualidade dos ativos em meio à dinâmica macroeconômica mais fraca”, segundo relatório de analistas.
O crescimento do lucro dos bancos privados deve desacelerar de 18% em 2014 para para 13% em 2015, enquanto os bancos públicos devem crescer a um ritmo mais fraco, de 9%.
O BofA reiniciou a cobertura para Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) são reiniciados com compra, enquanto Banco do Brasil (BBAS3), Banrisul (BRSR6) e ABC Brasil (ABCB4) são reiniciados com recomendação neutra.
O banco BTG Pactual (BBTG11) teve a cobertura iniciada também com recomendação neutra. “Gostamos de estratégia da administração para diversificar os negócios de gestão de ativos e de grandes fortunas, que têm rendimentos mais previsíveis e merecem um múltiplo de negociação superior, bem como para outros países da América Latina”. A “estrutura de custo variável tem mantido a rentabilidade relativamente estável ao nível de 20%”
O “lucro ainda depende fortemente de atividade do mercado de capitais no Brasil, que é provável que fique fraca até 2015”, apontam os analistas. Eles avaliam que, se a oposição vencer a eleição presidencial de outubro,medidas econômicas mais rígidas podem ser implementadas,
levando a um crescimento mais rápido no médio prazo e redução do risco país. Isto poderia acrescentar potencial de alta de 25% nos preços-alvos dos bancos.
Porém, a vitória da oposição não é o cenário-base do BofA. “Podemos nos tornar mais construtivos sobre Banco do Brasil e BTG Pactual”, destacam.
Os analistas esperam ainda que expansão do crédito desacelere de 15% em 2013 para 10% em 2014 e 2015. A inadimplência começará a aumentar em meio à lenta atividade econômica, aumento esperado no desemprego, alto endividamento do consumidor, alta inflação e taxas de juros em elevação”.
Já os bancos públicos, especialmente a Caixa Econômica Federal, são mais vulneráveis devido à sua expansão do crédito nos últimos 3 anos, afirma o Banco.