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Repercutindo novas questões envolvendo a crise fiscal na Europa, porém desta vez com um viés mais positivo, o Ibovespa fechou a sessão desta terça-feira (11) em alta de 0,42%, atingindo os 70.423 pontos. A performance do índice também foi impulsionada pelo avanço das blue chips, como Petrobras e Vale. O giro financeiro do dia ficou em R$ 6,43 bilhões.
A Cesp diminuiu seu ritmo de ganhos no pregão desta terça-feira após declarações do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmando que não há nada definido ainda sobre o processo de privatização ou venda da empresa para o governo federal. As ações da estatal abriram o dia com forte alta e atingiram na máxima do intraday valorização de 3,9%, porém, após as declarações do governador de São Paulo, reduziram o ritmo e fecharam com ganho de 0,27%.
Além disso, rumores de uma possível saída de Roger Agnelli, diretor-presidente da Vale, ainda pairam no ar. Dessa vez, foi a Valepar, acionista controladora da mineradora, quem se posicionou sobre o assunto. Por meio de carta direcionada à Vale, a Valepar reiterou que a substituição do diretor-presidente da companhia não está em discussão entre seus acionistas. As ações da mineradora apresentaram avanço nesta terça-feira, ajudando o Ibovespa a sustentar a alta no pregão.
Na ponta vendedora do Ibovespa, a OGX declarou o terceiro poço não comercial na Bacia de Santos nesta terça-feira, o que contribuiu para o recuo registrado. Segundo informou a empresa, a conclusão da perfuração do poço 1-OGX-23-RJS, localizado no bloco BM-S-58, indicou que os hidrocarbonetos presentes não são comercializáveis.
Noticiário econômico
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou sobre o corte no orçamento do governo em 2011, afirmando que não haverá um número definido para essa redução. A ideia, segundo o ministro, é fazer um corte definitivo, para que não tenha necessidade de ser revertido ao longo do ano.
Lá fora, diferentemente da sessão anterior, a Europa trouxe referências positivas aos mercados nesta terça-feira. O ministro das Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, disse estar disposto a comprar títulos de dívida da Zona do Euro, ao passo que o primeiro-ministro português, José Sócrates, afirmou que o déficit orçamentário do país ficou abaixo da meta estipulada em 2010.
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Agenda
No front doméstico, marcando redução no ritmo de aumento dos preços, tendência já vista nas últimas semanas, o IPC elaborado pela Fipe registrou inflação de 0,61% na primeira prévia de janeiro.
Além disso, na passagem de outubro para novembro, a produção da indústria nacional cresceu em metade das regiões pesquisadas, segundo dados da Pesquisa Industrial Produção Física – Regional, divulgada pelo IBGE. Também por aqui, em 2010, a cesta básica ficou mais cara para o consumidor em todas as 17 capitais brasileiras analisadas pelo Dieese.
O nível dos estoques no atacado norte-americano surpreendeu ao recuar no mês de novembro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Departamento de Comércio dos EUA. O indicador Wholesale Inventories demonstrou que os estoques do atacado do país cairam 0,2% no período, frente à elevação esperada pelo mercado de 1,0%. O resultado ficou abaixo do exibido em outubro, quando o indicador apontou elevação de 1,7%, conforme os números revisados.
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Dólar
Após manter leve valorização durante quase todo o intraday, o dólar comercial reverteu o sinal nos instantes finais de negociação, fechando esta terça-feira com leve queda de 0,06%, sendo cotado na venda a R$ 1,687. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 1,25% em janeiro, frente à baixa de 2,79% registrada no mês passado.
O Banco Central do Brasil manteve sua rotina de leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre 16h00 e as 16h05 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6874.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em abril de 2011, registrou uma taxa de 11,25%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,18% em relação ao fechamento anterior, a 135,50% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação positiva de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 168 pontos.