Ibovespa registra leves perdas, com resultados e de olho no cenário externo

Ações da Hering sobem mesmo após resultado decepcionar, em meio à recompra de ações, enquanto Petrobras tem leves ganhos após ter recomendação elevada; Europa fecha em queda em meio às tensões na Ucrânia e dados da Alemanha

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SÃO PAULO – Após uma semana de bastante oscilação tendo como base os dados chineses e as pesquisas eleitorais, o Ibovespa registra uma sessão de leve queda nesta sexta-feira (25), com destaque para o cenário corporativo, mas também atento ao exterior.

Às 13h09 (horário de Brasília), o índice registrava baixa de 0,25%, a 57.834 pontos. O Brasil também fica de olho nos EUA, que têm baixa também de olho nos dados de empresas, principalmente após a divulgação de resultados. Além disso, o mercado exterior registra um dia mais negativo em meio a possíveis novas sanções à Rússia. 

Sem tantas referências econômicas, o mercado brasileiro se volta para o cenário corporativo. Em destaque, está a Hering (HGTX3), que divulgou os resultados na noite de ontem. Analistas destacaram, em relatórios comentando o balanço, que o segundo trimestre decepcionante, mas que a recompra de 5 milhões de ações poderia ser um bom sinal para a companhia.

A Cia. Hering registrou um lucro líquido de R$ 74,2 milhões no segundo trimestre, ante estimativa de R$ 79,4 milhões. Em teleconferência, a companhia destacou rever o cronograma de abertura de lojas nos próximos meses e que espera retorno gradual do crescimento. Com isso, as ações HGTX3 registram ganhos 5,15%, a R$ 21,66, liderando as altas da Bolsa. 

As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) também são destaque, com alta de 1,26% para os ativos ON e de 0,84% para os papéis PN. A recomendação dos papéis da companhia foram elevadas para overweight, citando o período eleitoral. “A vitória da oposição na eleição presidencial pode abrir caminho para que a empresa reajuste preços domésticos de combustivel”, destacaram os analistas.

Por outro lado, as empresas do setor de papel e celulose registram queda de cerca de 1%, após duas altas seguidas. Os papéis da Fibria (FIBR3) registram baixa de cerca de 1,5%, depois de fortes altas com a divulgação do resultado do segundo trimestre. 

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Enquanto isso, os bancos, que abriram em leve alta reagindo à decisão do Banco Central de ajustar os compulsórios, virou para leve queda. Segundo o BC, os depósitos compulsórios serão flexibilizados em função da evolução dos recolhimentos nos últimos anos, de R$ 194 bilhões ao final de 2009 para quase R$ 405 bilhões atualmente. De acordo com o Goldman Sachs, as medidas de estímulo ao crédito em um ambiente ainda de inflação muito alta pode minar a busca pela desinflação da economia e tentativa para realinhar inflação à meta de 4,5% ao ano. 

O mercado também acompanha os Estados Unidos, que apresentou os indicadores de Encomendas de bens Duráveis, de transportes e de capital. Os dados mostraram uma elevação da encomenda de bens duráveis, com alta de 0,7% em junho, ante expectativa de alta de 0,3%. O dia é de baixa por lá, também levando em conta os resultados corporativos, tendo como destaque os papéis da Amazon, que registram baixa de mais de 10% após números decepcionantes do segundo trimestre. 


As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 OIBR4 OI PN 1,48 -4,52
 MMXM3 MMX MINER ON 1,58 -2,47
 KROT3 KROTON ON 61,93 -2,26
 ELPL4 ELETROPAULO PN N2 11,37 -2,07
 CESP6 CESP PNB 31,29 -2,04

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 HGTX3 CIA HERING ON 21,69 +5,29
 PCAR4 P.ACUCAR-CBD PN 112,00 +1,36
 PETR3 PETROBRAS ON 19,25 +1,26
 GFSA3 GAFISA ON 3,70 +1,09
 CCRO3 CCR SA ON 18,83 +1,02


Europa e Ásia em movimentos diferentes
Dados econômicos fracos da Alemanha e uma queda nas ações do grupo de produtos de luxo LVMH pesavam sobre os mercados acionários europeus nesta sexta-feira.

O índice alemão DAX, que atingiu um recorde de 10.050 pontos no final de junho, registrava  baixa de 1,5%. O DAX passou a sofrer pressão depois que o índice de clima de negócios do centro de pesquisa Ifo, sediado em Munique, mostrou que a confiança de negócios na Alemanha caiu para o seu menor nível em nove meses em julho.

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Enquanto isso, as bolsas asiáticas recuaram nesta sexta-feira das máximas de três anos atingidas mais cedo nesta semana, após um dia em grande parte estável em Wall Street, embora um novo recorde de fechamento do índice S&P 500 e dados positivos do mercado de trabalho norte-americano tenham sustentado a confiança.

A pesquisa do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou na quinta-feira que a atividade industrial da China teve sua expansão mais rápida em 18 meses em julho e a sustentar os mercados, que sem mostram cautelosos.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.