Resumo Diário

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O Ibovespa encerrou a quarta-feira (12) em forte alta de 1,72%, fechando o dia aos 71.632 pontos. Esta foi a maior pontuação do índice desde 10 de novembro de 2010, quando fechara aos 71.638 pontos. O giro financeiro da sessão ficou em R$ 8 bilhões.

O movimento do índice reflete novamente o ânimo trazido pelo noticiário europeu. Após o Japão ter anunciado na véspera que estaria disposto a ajudar a economia europeia, nesta sessão as boas notícias vieram diretamente de Portugal. Com o país tendo anunciado uma forte demanda por seus títulos, os mercados no mundo todo registraram altos ganhos. Além disso, o Ibovespa também repercutiu o forte avanço de grandes blue chips nesta quarta-feira.

Por aqui, as exportações de minério de ferro no Brasil em dezembro foram as mais altas em 2010 e o segundo melhor mês desde o início dos registros, com crescimento de 30% na comparação com novembro. Assim, a mineradora MMX foi destaque de alta do Ibovespa, enquanto que os papéis da Vale também registraram oscilações positivas no dia.

Outra grande blue chip que registrou avanço nesta quarta-feira foi a Petrobras. A estatal informou que no mês de dezembro de 2010 foram registrados novos recordes históricos de vendas de gasolina e de querosene de aviação.

O destaque de queda ficou com os papéis da AmBev, que foram rebaixados pelo Goldman Sachs de compra para neutro.

Europa dá o tom positivo às bolsas
A performance positiva nos principais mercados internacionais foi guiada pelo fluxo favorável de notícias na Europa. O leilão da dívida portuguesa surpreendeu os mercados, levando os juros para os papéis com vencimento em 10 anos a registrar retornos de 6,716% ao ano – lembrando que um yield superior a 7% indicaria que o país estaria precisando de recursos do FMI e do Fundo de Estabilização Financeira da Zona do Euro.

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Os investidores também avaliaram os bons números da principal economia do velho continente. Segundo o órgão oficial de estatísticas da Alemanha, o PIB do país cresceu 3,6% em 2010, sendo o maior ritmo reportado em duas décadas.

Agenda
Por aqui, o Banco Central divulgou o IBC-Br, que mais uma vez diminuiu, com baixa de 0,43% na passagem de outubro para novembro, atingindo 140,17 pontos. Já a leitura dessazonalizada do indicador mostra alta de 0,42% na passagem mensal, chegando a 140,87 pontos. Com dados ajustados por fatores sazonais, o IBC-Br mostrou alta mensal pelo sexto mês seguido.

Também no front doméstico, o IBGE reportou que as vendas do comércio varejista subiram 1,1% em novembro ante outubro do ano passado, na série com ajuste sazonal. O resultado ficou no teto do intervalo das estimativas dos analistas, que esperavam variação entre recuo de 0,50% e avanço de 1,10%. A mediana das previsões estava em 0,50% positivo.

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Indicadores norte-americanos
Nos Estados Unidos, a principal referência ficou por conta do Livro Bege do Fed, que apontou que a economia do país segue melhorando. O documento, que abrange o período entre meados de novembro e dezembro do ano passado, afirma que o mercado de trabalho está se firmando na maioria dos 12 distritos analisados.

No geral, o Beige Book mostrou que a economia norte-americana demonstrou sinais de melhora moderada no final do último ano, impulsionada pelas condições do setor manufatureiro, varejo e serviços não-financeiros. A maioria dos distritos destacou que os empresários se mostraram otimistas, mas ainda com certa cautela em relação ao cenário macroeconômico e perspectivas do país.

Ainda na agenda norte-americana, destaque para o orçamento do governo, que registrou déficit de US$ 80 bilhões em dezembro, de acordo com comunicado do Tesouro dos Estados Unidos. O resultado veio em linha com as projeções feitas pelo mercado. Este é o vigésimo sétimo mês consecutivo de saldo negativo do Treasury Budget. Entretanto, o número mostrou melhora na base mensal, comparado aos US$ 150,4 bilhões negativos vistos em novembro.

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Dólar
Com uma queda mais acentuada que no dia anterior, o dólar comercial fechou com desvalorização pela segunda sessão consecutiva, recuando 0,59% nesta quarta–feira, cotado na venda a R$ 1,677. As novidades positivas sobre a Europa animaram os mercados. Por aqui, a divulgação de dados cambiais do Banco Central também ganhou evidência.

O BaCen realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista, em operação iniciada às 15h52 e finalizada às 15h57 (horário de Brasília), com uma taxa de corte de R$ 1,6758.

A autoridade monetária também informou que na primeira semana de janeiro adquiriu US$ 1,364 bilhão por meio dessas intervenções. Com isso, suas reservas internacionais até a última sexta-feira contabilizavam US$ 289,136 bilhões.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,27%, 0,06 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,07% em relação ao fechamento anterior, a 135,60% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação negativa de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 165 pontos.