Exportação brasileira de minério de ferro bate recorde e é elogiada pelo Barclays

Analistas destacam demanda chinesa e retomada da Europa; mercado de aço também é analisado, mas com viés pessimista

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SÃO PAULO – Mais uma vez as exportações brasileiras de minério de ferro surpreenderam positivamente os analistas Leonardo Corrêa e Renato Antunes, do Barclays Capital. Em dezembro, foram comercializadas 32,2 milhões de toneladas, o maior nível de 2010 e o segundo de toda base histórica, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Na avaliação da equipe, o desempenho recorde deve-se, principalmente, à demanda crescente da China, responsável por importar 18,1 milhões de toneladas em dezembro, alta de 29% frente novembro – maior valor registrado na história. É importante lembrar que grande parte deste fluxo diz respeito à Vale (VALE3;VALE5).

Outro ponto que favoreceu foi a retomada do volume importado pelos países europeus, alta de 40% na passagem mensal, para 6 milhões de toneladas. Com relação ao Japão, o movimento ficou estável, na faixa de 3 milhões de toneladas.

Para este ano, o banco inglês espera que a demanda pelo minério de ferro brasileiro mantenha este bom ritmo, mas lembra de que o primeiro trimestre costuma ser ruim para as mineradoras, em função da temporada das chuvas, que tendem dificultar a logística da produção.

Importação de aço
Indo para o mercado de aço, uma surpresa negativa em dezembro. As importações de aço plano praticamente dobraram na passagem anual e subiram 3% frente novembro, alcançando a marca de 287 milhões de toneladas, enquanto a equipe aguardava algo em torno de 150-200 milhões de toneladas.

Por conta destes números, os analistas concluem que a desaceleração das importações está sendo em um ritmo menor do que o esperado, mas, ao menos é uma realidade, amenizando o dado negativo.

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Entretanto, enquanto não se consuma a tendência de queda das importações e há expectativa de queda pelo prêmio relativo entre os preços domésticos em relação às importações, afetando as margens operacionais das empresas, a equipe acredita que o setor siderúrgico brasileiro ainda sofrerá pressão em 2011, como visto no ano passado.

Mas nem tudo está perdido para o mercado de aço. Segundo os analistas, a queda de 38% na variação mensal das importações de aços longos deve ser comemorada. Para a equipe, o resultado é bastante positivo para as siderúrgicas deste ramo, demonstrando que 2011 será marcado pelo reequilíbrio dos prêmios cobrados e pela normalização dos estoques das empresas, que devem repor os estoques.

Recomendação
Diante dos números, os analistas reiteram a visão de que os fundamentos e valuations das mineradoras brasileiras são superiores às siderúrgicas, dando destaque para os papéis da Vale, principal call de compra do setor de acordo com a equipe.

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Em relação às empresas de siderurgia, Leonardo Corrêa e Renato Antunes preferem, entre o mundo de cobertura, os papéis da CSN (CSNA3).