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SÃO PAULO – A equipe de analistas do Citigroup elevou o preço-alvo para os papéis da GOL (GOLL4), ao passo que manteve a recomendação de compra para as ações, segundo relatório assinado por Stephen Trent e Angela Lieh.
A elevação do target de US$ 19,50 para US$ 22,65 por ADR (American Depositary Receipt) foi justificada pelo aumento da demanda no quarto trimestre de 2010 (crescimento de 7% do RPK, na base de comparação anual), pela perspectiva de maior apreciação do real frente ao dólar (previsão do câmbio a R$ 1,70 no final de 2011) e devido à estratégia de voos no mercado doméstico, reduzindo o impacto da elevação nos preços do petróleo tipo WTI (West Texas Intermediate).
Além do mais, os analistas informam que a GOL poderá se beneficiar da conclusão da fusão entre a TAM (TAMM4) e a Lan, uma vez que os acionistas poderão não estar interessados em possuir um papel de uma companhia latino-americana, devido aos riscos envolvidos. “Os acionistas da TAM poderão decidir por realizar lucros neste ponto, e optar por possuir uma companhia com posição dominante nas maiores rotas domésticas do Brasil”, afirmaram em relatório.
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Capacidade deficiente
Para os próximos anos, o Brasil não conseguirá expandir significativamente a capacidade dos aeroportos, de modo a atender a demanda proveniente da Copa do Mundo de 2014, apontaram Trent e Lien, uma vez que as operações já estão muito atrasadas para planejar, aprovar, financiar e executar tais expansões.
No entanto, comparando-se o cenário da aviação em 2006 e 2009, a equipe do Citi revelou que não é uma surpresa a operação dos aeroportos em níveis de capacidade acima do planejado, avaliando ainda que aqueles aeroportos que concluíram expansões apresentaram certo alívio.
Quanto à queda no tráfego aéreo no período, parte da redução é atribuída à troca do ministro da defesa em 2007, quando Waldir Pires cedeu o lugar a Nelson Jobim, o qual estabeleceu linhas gerais de segurança para o movimento aéreo.
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Negativo para consumidores, positivo para empresas
Deste modo, o Citi classifica a situação dos aeroportos brasileiros como negativa para os consumidores, mas positiva para os competidores das principais rotas – e potencialmente positiva para as entidades que possuem interesses econômicos nestes principais aeroportos.
Além disso, o relatório destaca a inserção das classes C e D neste mercado, configurando um significante estímulo na demanda nos últimos anos.
“Assumindo que o Brasil não acelere a capacidade dos aeroportos em um tempo ágil (que é o nosso cenário base), nós acreditamos que as companhias não possuem outra escolha senão elevar as tarifas, de modo a manter o aumento da demanda fora do sistema”, apontaram.
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Atualizações
Por fim, os analistas também reajustaram as estimativas de receita, lucro líquido e EBTIDAR (lucro antes de juros, impostos, depreciações, amortizações e leasing). As receitas deverão se expandir a um ritmo 1,9% maior do que o previsto anteriormente em 2010 e 2,4% a mais em 2011 e 2012, ao passo que o lucro líquido deverá ser 6,6% menor do que o projetado em 2010, mas com revisão positiva de 11,5% e 16,6% para 2011 e 2012. Quanto ao Ebitdar, as novas projeções foram 1,6%, 2,4% e 6,2% superiores ao estimado previamente.
Além disso, os analistas realizaram a primeira previsão para 2013, com receita de R$ 8,2 bilhões, lucro líquido de R$ 539 milhões e Ebitdar de R$ 1,9 bilhão.