Futuros dos EUA operam em leve queda, com agenda e China em foco

Agenda repleta de indicadores ajuda a dar o tom da sessão; papéis da Intel valorizam-se após resultado recorde em 2010

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros sobre índices acionários norte-americanos operam em baixa nesta sexta-feira (14), em sessão marcada pela agenda repleta de indicadores importantes e pelas notícias de elevação do compulsório chinês em 0,50 ponto percentual.

Índice Pontos Valor justo Deve abrir em
S&P 500 1.276,20 1.280,12
-0,40%
Nasdaq 2.301,00 2.304,38 -0,08%

Dentre os dados já divulgados, o CPI (Consumer Price Index), índice que mede a evolução dos preços ao consumidor nos EUA, registrou variação positiva de 0,5% em dezembro, ficando acima da variação de 0,4% esperada pelo mercado. Já o Core CPI, que exclui os itens mais voláteis, como energia e alimentação, atendeu as projeções de mercado, avançando de 0,1%.

Enquanto isso, o volume das vendas ao mercado varejista norte-americano subiu 0,6% durante o mês último mês, apontou estudo publicado pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O indicador ficou levemente abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam uma alta de 0,7% no período.

O Retail Sales ex-Auto, que exclui o item Automóveis, cujas vendas são consideradas muito voláteis, registrou alta de 0,5%, abaixo dos 0,6% esperados pelo mercado. No mês de novembro, o índice apontara alta de 1,0%, de acordo com os dados revisados.

Mais indicadores a serem divulgados nesta sessão
Às 12h15 de Brasília, sairão os números da produção industrial no mês de dezembro, que apontam para uma alta de 0,4%, conforme o consenso do mercado, que ao mesmo tempo prevê que a capacidade instalada utilizada no período tenha sido de 75,5%.

Em seguida, às 12h55, serão divulgados os dados da prévia do Michigan Sentiment de janeiro, que mede o patamar da confiança do consumidor norte-americano na economia do país. Por fim, às 13h, o mercado receberá o relatório Business Inventories que denota as alterações no nível dos estoques da indústria e dos setores de atacado e varejo. 

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O relatório de estoques, referente ao mês de novembro, deve registrar alta de 0,8% na comparação com outubro, segundo estimativas do mercado.

Cenário corporativo
A sessão também é marcada pela divulgação de resultado melhores do que esperado do JPMorgan Chase. Nos últimos três meses de 2010, a tradicional instituição financeira teve um aumento de 13% na receita, para US$ 26,7 bilhões, com lucro líquido de US$ 4,8 bilhões, valor que representa um crescimento de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os ganhos por ação foram de US$ 1,12, ante projeções de US$ 1,00, conforme levantamento da FactSet Research. Para a receita, a expectativa era de US$ 24,2 bilhões. No resultado acumulado de 2010, o lucro líquido registrado foi de US$ 17,4 bilhões, 48% maior que o de 2009. As receitas foram de US$ 104,8 bilhões e os ganhos por ação foram de US$ 3,96.

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Apesar dos ganhos superarem as estimativas do mercado, as ações da JPMorgan Chase apresentam leve desvalorização no pré-market, de 0,22%, cotadas a US$ 44,35.

Já os papéis da Intel avançam na sessão após a empresa ter divulgado seus números do quarto trimestre na última quinta-feira (13), no momento a alta é de 1,13%, com ativos sendo negociados a US$ 24,54.

Após o encerramento do último pregão, a Intel surpreendeu ao reportar lucro de US$ 0,59 por ação, enquanto o mercado esperava que este valor ficasse ao redor de US$ 0,53 por papel. No consolidado de 2010, a empresa apresentou lucro recorde de US$ 11,7 bilhões, obtidos após US$ 43,6 bilhões de receita, a maior de sua história.

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