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SÃO PAULO – O déficit na balança comercial norte-americana recuou U$ 0,1 bilhão no mês de novembro em relação a outubro, ficando abaixo do esperado por analistas. O déficit comercial dos Estados Unidos passou de US$ 38,4 bilhões, nos dados revisados de outubro, para US$ 38,3 bilhões em novembro, frente à previsão dos analistas de saldo negativo de US$ 41,0 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Comércio norte-americano nesta quinta-feira (13).
Como destaca a consultoria norte-americana First Trust Advisors, o aumento das exportações em US$ 1,2 bilhão foi guiado pelo aumento dos preços dos produtos agrícolas e também por remédios. Já a alta das importações, de US$ 1,1 bilhão, foi principalmente impulsionada pelo maior preço do petróleo.
No atual patamar, o déficit da balança comercial norte-americana está US$ 3 bilhões maior do que o reportado em novembro de 2009. Contudo, em sua análise, a FTA destaca que a medida que efetivamente ajuda a avaliar os impactos do resultado da balança comercial no PIB (Produto Interno Bruto) real é o saldo entre exportações e importações de bens e serviços após ajustes pela inflação – que, por sua vez, em novembro de 2010 mostraram um déficit US$ 4,3 bilhões maior do que o visto um ano antes.
Se prepare para uma ruptura no PIB real
Sob esta perspectiva, a consultoria diz que o investidor pode esperar por uma ruptura no resultado do PIB real dos EUA no quarto trimestre de 2010 – a primeira prévia do resultado tem sua divulgação agendada para o dia 21 deste mês. Na projeção da First Trust Advisors, a economia norte-americana mostrará um crescimento anualizado entre 5% e 6%. “Isto está muito acima do patamar esperado pelo consenso de 3,3%”, colocam Brian Wesbury (economista-chefe) e Robert Stein (economista sênior), que assinam o relatório da FTA.
Isto porque os números da balança comercial até então vinham pressionando o resultado consolidado da economia norte-americana, tendência esta que deve se inverter. “Baseado nos dados para novembro assim como nos valores de meses anteriores, parece que as somente as exportações adicionarão mais de 3 pontos percentuais no crescimento real do PIB no quarto trimestre. Isto é exatamente o oposto do que aconteceu no segundo trimestre, quando muitos erroneamente pensaram que nós tínhamos entrado em um momento fraco”.
Os economistas explicam ainda que, por conta da metodologia como o governo ajusta sazonalmente os preços do petróleo, a balança comercial teve um impacto bastante negativos nos resultados do PIB real nos segundo e terceiro trimestres de 2010, mas esta mesma metodologia agora deve trazer uma contribuição bastante expressiva para os resultados dos três últimos meses do ano passado.
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A consultoria estima que tanto as exportações como as importações seguirão em recuperação após a crise financeira, “que reduziu os fluxos do comércio internacional ainda mais do que a atividade puramente nacional”. A FTA lembra ainda que as exportações agora se encontram apenas 3,6% abaixo do pico observado em meados de 2008.