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À espera da decisão do Copom, o Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (19) em baixa de 1,21%, atingindo os 70.058 pontos. O giro financeiro do dia ficou em R$ 5,92 bilhões.
O dia foi marcado pela espera dos investidores pelo desfecho do primeiro encontro da autoridade monetária nacional, no qual espera-se pelo início de um novo ciclo de altas na Selic. A maioria dos analistas aposta em elevação de 50 pontos-base nessa reunião, levando a Selic a 11,25% ao ano numa tentativa da autoridade de combater a inflação. A divergência aparece apenas no tamanho do ciclo total de ajuste implementado ao longo das próximas reuniões.
Enquanto isso, os investidores avaliaram negativamente dados da economia norte-americana, onde o indicador Housing Starts decepcionou ao mostrar dados piores que o esperado em janeiro. O noticiário corporativo interno e externo também trouxe surpresas negativas ao mercado.
Destaques do pregão
Os papéis do Santander Brasil lideraram a ponta vendedora do Ibovespa neste pregão. Cabe destacar que o banco anunciou na véspera o lançamento do cartão de crédito Esso Santander no primeiro trimestre de 2011, em uma parceria com a Cosan Combustíveies e Lubrificantes, subsidiária da Cosan.
Além disso, corrigindo os fortes ganhos dos últimos pregões, nos quais os investidores repercutiram positivamente a divulgação dos resultados operacionais do 4T10, as ações da MRV Engenharia apareceram logo em segundo lugar no ranking das maiores perdas do Ibovespa nesta sessão.
As siderúrgicas também registraram baixa nesta quarta-feira. Os analistas do Barclays e da Ativa analisaram as estatísticas da indústria brasileira de aço em dezembro e consideraram os números negativos para a indústria.
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Destoando do movimento negativo do mercado brasileiro, as ações preferenciais da TAM encerraram o pregão desta quarta-feira com alta de 1,23% – quinta maior alta do Ibovespa – após a companhia ter detalhado como será a relação de troca de ações no processo de fusão com a LAN, além de diversas outras informações acerca da operação.
Fora do Ibovespa, os papéis da Agrenco dispararam mais de 40% no final da sessão. A InfoMoney não conseguiu contato com o Departamento de Relações com Investidores da companhia.
Agenda
Por aqui, na segunda prévia de janeiro, o IGP-M apontou inflação de 0,63%, taxa 0,12 ponto percentual menor do que a apurada no mesmo período do mês anterior. A desaceleração, assim como aconteceu na primeira prévia deste mês, foi impulsionada principalmente pela queda nos preços ao produtor.
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Ainda na cena interna, o BC divulgou nesta quarta-feira os dados referentes ao fluxo cambial, demonstrando um fluxo positivo de US$ 5,185 bilhões até 14 de janeiro. Até o dia 14, a instituição já havia comprado US$ 2,291 bilhões em moeda estrangeira.
Referências externas
Nos Estados Unidos, o indicador Housing Starts registrou 529 mil casas no resultado anualizado de dezembro, enquanto os analistas esperavam 550 mil novos imóveis.
O cenário corporativo também colaborou negativamente. O Goldman Sachs divulgou que tanto seus lucros quanto suas receitas mostraram quedas no quarto trimestre de 2010. O Wells Fargo também reportou seus dados, mostrando queda nas receitas.
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A crise da dívida soberana europeia ganhou novo capítulo com as notícias de que a Alemanha possui planos de contingência caso a Grécia não pague suas dívidas. A opinião, porém, não é oficial e a posição pública do governo alemão é de oposição a qualquer não pagamento ou reestruturação da divida grega, embora oficiais do governo acreditem que isso será inevitável.
A China, por fim, deve anunciar na próxima quinta-feira os dados oficiais do PIB, além de outros dados importantes da economia chinesa, como os preços ao consumidor. O consenso do mercado é de que o crescimento deve ser na casa dos 9,4% no último trimestre em relação ao mesmo período em 2009, indicando um crescimento de cerca de 10% em 2010.
Dólar
O dólar terminou a quarta-feira em queda de 0,30%, cotado a R$ 1,6730, avaliando a divulgação do fluxo cambial e ainda no aguardo para a decisão do Copom sobre a taxa básica de juro brasileira. Indicadores norte-americanos, noticiário europeu, expectativa por números chineses e compra de dólares também movimentaram o pregão.
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O Banco Central realizou nesta tarde dois leilões de compra de dólares, com a primeira operação sendo realizada às 11h58 e com término às 12h03, com taxa de corte de R$ 1,6702. A segunda compra do dia teve início às 15h49 e terminou às 15h54. A taxa de corte, desta vez, ficou em R$ 1,6731.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta no curto prazo. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em fevereiro de 2011, registrou uma taxa de 11,11%, 0,04 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou estável em relação ao fechamento anterior, a 136,00% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve alta de 11 pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 172 pontos.