Resumo Diário

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Na primeira sessão após o aumento da Selic, o Ibovespa fechou esta quinta-feira em queda de 0,71%, aos 69.561 pontos. Entre os pregões dos dias 17 e 20 de janeiro, o índice soma baixa de 1,94%. Nesta sessão, o giro financeiro foi de R$ 7,41 bilhões.

A China divulgou nesta quinta-feira vários indicadores a respeito de sua economia, dando sinais de superaquecimento. A expansão do PIB no acumulado do ano atingiu a marca de 10,3%, ultrapassando o Japão como a segunda maior economia do globo. Já a inflação desacelerou para 4,6% em dezembro sobre o mesmo mês de 2009, ao passo que o acumulado do ano indica alta de 3,3% nos preços ao consumidor, com destaque para o setor alimentício. Assim, o mercado volta a temer medidas de aperto monetário por lá.

E por falar em aperto monetário, os investidores repercutiram ainda a decisão do Copom, anunciada na véspera, em elevar a Selic para 11,25% ao ano em sua primeira reunião em 2011. A decisão era largamente esperada pelo mercado. Analistas apostam em novas altas nas próximas reuniões e não descartam também novas medidas macroprudenciais, a exemplo das tomadas no mês de dezembro.

Destaques do Pregão
Os dados da China reacenderam no mercado o temor de que o país adote novas medidas restritivas para frear o ritmo do crescimento da sua economia e da inflação, penalizando as commodities e, por consequências, as ações de empresas produtoras de materiais básicos. Assim, as principais blue chips da bolsa brasileira, como Vale, Petrobras e Gerdau, contribuiram para forçar o Ibovespa para baixo.

Já as ações de TIM e Vivo destoaram da tendência negativa da bolsa e encabeçaram a ponta compradora do Ibovespa. Os dados divulgados pela Anatel na última quarta-feira foram considerados positivos principalmente para a TIM Participações, uma vez que a empresa obteve novamente a liderança em número de adições líquidas.

Ainda no noticiário coporativo, os papéis da Agrenco voltaram a ser destaque nesta quinta-feira. Depois de subirem 40,74% na última sessão, os papéis tiveram valorização de mais de 13% neste pregão. Pouco depois do fechamento dos mercados, a companhia informou que obteve uma linha de crédito de três anos no valor de R$ 130 milhões junto ao GEM Global Yield Fund Limited, um fundo de investimentos sediado no Reino Unido.

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Grécia
Na Europa, Andrew Wilson, chefe do setor de renda fixa do Goldman Sachs, afirmou que a Grécia não deverá pagar a totalidade de suas dívidas no prazo delimitado se o custo do empréstimo não cair.

Agenda norte-americana anima
O número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana veio melhor do que as expectativas do mercado. O Initial Claims registrou um total de 404 mil novos pedidos na semana até o dia 15 de janeiro, enquanto as projeções giravam em torno de 425 mil.

Ainda na pauta dos EUA, o Leading Indicators registrou variação positiva de 1,0% no mês de dezembro. Com isso, o índice ficou acima das expectativas do mercado, as quais apontavam para uma alta de 0,6%. O indicador é um relatório que compreende vários índices já divulgados referentes ao período em questão.

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Além disso, o nível de atividade industrial na região da Filadélfia, nos EUA, ficou abaixo das estimativas do mercado em janeiro. O Philadelphia Fed Index marcou 19,3 pontos no período, enquanto o mercado esperava um resultado de 20,0 pontos positivos.

Por fim, o número de vendas de casas usadas nos EUA ficou acima das expectativas dos analistas durante o mês de dezembro. O Existing Home Sales mostrou que as vendas anualizadas registradas no período atingiram o patamar de 5,28 milhões de casas, número superior às estimativas do mercado, de 4,80 milhões.

Dólar
O dólar comercial terminou esta quinta-feira praticamente estável, com leve queda de 0,06%, sendo cotado a R$ 1,672 na venda. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 0,35% em janeiro, frente à baixa de 2,79% registrada no mês passado.

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O BC realizou dois novos leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A primeira operação ocorreu entre 12h21 e 12h26, ante taxa de corte em R$ 1,6721. A segunda operação de compra começou às 16h11 e terminou às 16h16, com taxa aceita em R$ 1,6720.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F, as taxas de curto prazo fecharam em baixa enquanto os vencimentos mais distantes apontaram taxas em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em fevereiro de 2011, registrou uma taxa de 11,15%, 0,04 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,81% em relação ao fechamento anterior, a 134,90% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve queda de dois pontos-base, encerrando o dia em 168 pontos.