UBS vê fragilidade de bolsas em emergentes como boa oportunidade de compra

Analistas se mostram céticos em relação à recuperação da economia e à liderança das bolsas nos Estados Unidos

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SÃO PAULO – Analistas do UBS destacam que os mercados de ações nos países emergentes devem superar o desempenho dos países desenvolvidos em 2011, posicionando-os como boa opção de compra em momentos de fragilidade, após a performance inferior registrada recentemente.

“De modo geral, acreditamos que a recente fragilidade dos mercados emergentes proporciona uma oportunidade de compra na formação de fundos”, apontaram os analistas, que sugerem uma exposição acima da média às ações, ao passo em que recomendam a redução da alocação de recursos junto à renda fixa.

Momentum
Apesar da alta de 20% das bolsas globais deste meados de 2010, o ambiente para investimentos em ações permanecerá favorável, já o cenário para renda fixa seguirá pressionado. Os analistas ainda se mostram céticos frente à visão de que as bolsas norte-americanas assumirão liderança ao longo deste ano.

Nesse sentido, de acordo com Michael Ryan, Stephen Freedman e Brian Rose, do UBS, “enquanto o mercado de ações nos EUA pode se mostrar mais atrativo frente aos investimentos em títulos, de uma perspectiva internacional, as melhores oportunidades se encontram no exterior”.

Confiança em emergentes
Em relação aos índices acionários nos mercados emergentes, os analistas reconhecem o desempenho desfavorável recente na comparação com os países do bloco desenvolvido, dadas as perspectivas de aperto monetário estão entre os principais fatores a gerar certo receito para os investidores.

No entanto, indicam que é justamente esta fragilidade da região que a torna uma grande oportunidade de ganhos. As ações dos países emergentes permanecem mais baratas, sendo negociadas com desconto frente o mercado de ações dos países desenvolvidos.

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Ainda, o crescimento dos lucros corporativos para os países emergentes está apenas 1% acima dos mercados desenvolvidos em 2011, entretanto, devido as melhores perspectivas de crescimento desse mercado, será mais fácil alcançá-lo.

Por fim, em relação aos temores frente aos atuais movimentos de aperto monetário nos países emergentes, os analistas acreditam que as autoridades monetárias serão capazes de amenizar a economia sem frear o crescimento.

Ações X Renda fixa
Para os analistas a economia atual e o cenário de alta do mercado financeiro conseguirão transpor os riscos, beneficiando em especial o mercado de ações. Desta forma, o UBS mantém sua recomendação de exposição tática overweight no mercado de ações e underweight no investimentos de renda fixa.

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Entre as explicações que corroboram tal estratégia, está o fato de que a atual expansão da economia acontece de maneira sustentada e que os temores de uma eventual recessão estão cada vez mais longe, com destaque para a recuperação nos EUA.

O cenário corporativo também sustenta a opinião dos analistas, já que os ganhos das empresas terão mais espaço para crescer. A exemplo disso, os analistas citaram que o chefe de estratégia do mercado de ações do UBS, Jeremy Zirin, que recentemente elevou suas projeções de ganhos por ação da S&P 500, de US$ 90 para US$ 96, em 2011.