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SÃO PAULO – Acompanhando o desempenho das bolsas norte-americanas, o Ibovespa intensifica as perdas e registra forte baixa de mais de 1%, com destaque para as quedas da Petrobras (PETR3, R$ 17,08, -1,44%; PETR4, R$ 18,03, -1,42%) e Vale (VALE3, R$ 31,02, -1,18%; VALE5, R$ 28,04, -0,74%), que intensificam as baixas, além de digerir o final da temporada de resultados do primeiro trimestre. Às 11h40 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa registrava perdas de 1,09%, a 53.822 pontos, aumentando a desvalorização a partir das 10h30, horário da abertura nos EUA. Além do cenário externo mais negativo, a proximidade do vencimento de opções sobre ações contribui para maior volatilidade do mercado.
Nos EUA, os dados foram mistos. O Initial Claims registrou o menor pedido semanal de auxílio desemprego em sete anos. Os pedidos iniciais recuaram em 24 mil na semana que terminou em 10 de maio, a 297 mil, segundo dados ajustados sazonalmente.
Por outro lado, os dados de produção industrial na maior economia do mundo caíram 0,6% em abril e decepcionaram, uma vez que era esperada uma queda de 0,2% na produção. Enquanto isso, a utilização da capacidade instalada caiu de 79,3% para 78,6%. Ainda por lá, os números também ruins do balanço do Walmart, a maior rede varejista do mundo, também não deixam um bom retrato sobre a economia americana, pressionando especialmente o Dow Jones, do qual as ações da empresa fazem parte, com peso de cerca de 3% no índice.
No radar econômico, destaque para a fala do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, durante o XVI Seminário Anual de Metas para a Inflação. Tombini disse que os mercados globais seguem momentos “mais tranquilos”, diante de maior clareza sobre os próximos passos do Federal Reserve no processo de retirada dos estímulos monetários não convencionais. Apesar dessa avaliação, Tombini disse, contudo, que as consequências deste movimento para as demais economias ainda não estão totalmente definidas.
Resultados e MSCI movimentam ações; Rossi lidera e Oi tem maior baixa
Nesta sessão, nenhuma ação registra ganhos superiores a 1%. No radar corporativo, diversas companhias divulgaram seus números referentes ao primeiro trimestre. Em destaque, estão as imobiliárias: a Cyrela (CYRE3) teve lucro líquido de R$ 163 milhões no primeiro trimestre, queda de 8,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, sob o efeito de fatores que incluíram distrato de terrenos e menor resultado da joint venture Cury, voltada para o programa Minha Casa Minha Vida. A companhia vê os seus papéis registrarem leve alta de 0,07%, a R$ 13,51.
Já a Rossi Residencial (RSID3) teve lucro líquido de R$ 6,8 milhões no primeiro trimestre, ante prejuízo de R$ 10 milhões um ano antes, enquanto o Ebitda foi de R$ 38,7 milhões no período, alta de 77,2% sobre igual período do ano passado. As ações da companhia, que chegaram a subir mais de 3%, diminuíram fortemente os ganhos e têm ganhos de 0,56%. a R$ 1,79.
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Enquanto isso, o lucro líquido da construtora e incorporadora MRV (MRVE3) no primeiro trimestre teve leve alta de 2,7% na comparação anual, para R$ 81 milhões e vê as suas ações caírem. Além dos resultados do primeiro trimestre, acompanhia foi retirada da carteira do índice MSCI Brasil, que também contou com a exclusão dos papéis da Cia. Hering (HGTX3), que também registra baixa de 3,35% no mesmo horário. Calculado pelo banco norte-americano Morgan Stanley, o índice MSCI é o principal índice de ações acompanhado por investidores institucionais e grandes fundos de investimentos do mundo.
Voltando à temporada de resultados, a distribuidora de energia paranaense Copel (CPLE6) teve lucro líquido de R$ 583 milhões de reais no primeiro trimestre, alta de 46,2% na comparação com o mesmo período de 2013, informou a companhia, enquanto a operadora de telecomunicações Oi (OIBR4) teve um recuo de 13% em seu lucro líquido no primeiro trimestre sobre um ano antes, para 228 milhões de reais. A primeira vê as suas ações virarem para leve queda de 0,17%, enquanto a Oi tem perda de 2,51%, a R$ 1,94.
A JBS (JBSS3) viu o lucro líquido recuar 69,3% no primeiro trimestre ante igual período do ano passado, a R$ 70 milhões, afetado por despesas financeiras e vê suas ações registrarem queda de 3,11%. Enquanto isso, as ações da Gol (GOLL4) tem perdas de 2%, a R$ 13,70, após a companhia anunciar que encerrou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 131 milhões, um crescimento de 74% em relação ao resultado negativo de R$ 75 milhões sofrido no mesmo período de 2013.
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Fora no noticiário de resultados, a Cemig (CMIG4) vê seus papéis registrarem perdas de 5,14%, a R$ 16,06. Na véspera, o julgamento do mandado de segurança da companhia em Jaguara foi suspenso.
A Petrobras, que vê queda de sua ação nesta data, também segue no radar. Graça Foster, o ex-presidente da companhia José Sérgio Gabrielli e a diretora-geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Magda Chambriad, estão entre os primeiros convocados para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras no Senado.
Europa e Ásia
Na Ásia, as bolsas do continente fecharam a sessão entre ganhos e perdas, apesar do PIB (Produto Interno Bruto) japonês ter apresentado seu ritmo mais rápido de crescimento desde 2011. Já na Europa, investidores reagem também a taxa de crescimento da zona do euro, França e Alemanha.
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Nos três primeiros meses do ano, a economia do Japão cresceu 1,5% na comparação com o trimestre anterior, ante uma expectativa de expansão de 1%. No anualizado, o crescimento do país atingiu 5,9%. Porém, o otimismo com os dados do Japão, não foram traduzidos para as ações do continente.
Na Europa, o mercado aguarda alguma decisão do BCE (Banco Central Europeu) para afrouxar mais a política monetária visando a reduzir os riscos de deflação de uma economia que quase não cresce. A Agência de Estatísticas da União Europeia divulgou que a economia dos 18 países que fazem parte da zona do euro euro expandiu apenas 0,2% no primeiro trimestre na comparação com os três meses anteriores, ante expectativa de economistas de expansão de 0,4%.
A França também apresentou dados abaixo do esperado no trimestre e apresentou uma estagnação de sua economia nos três primeiros meses do ano. Já a Alemanha anunciou um crescimento ajustado de 0,8% entre janeiro e março, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, informou a agência de estatísticas Destatis.