Pacificação de favelas no Rio ajuda a Light ampliar área de cobertura e elevar resultado

Companhia aposta na medição eletrônica para reduzir perdas de energia e prevê avanço de R$ 300 milhões no Ebitda até 2012

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SÃO PAULO – No último mês de novembro o Rio de Janeiro ocupou os noticiários nacional e internacional, que assistiram a entrada da polícia carioca nos morros da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão. Além de grande passo para a retomada do controle do Estado nas regiões, a operação também representou a oportunidade que a Light (LIGT3) estava esperando há muito tempo.

Isso porque a companhia não conseguia oferecer seus serviços de maneira eficaz nestas regiões, devido às questões óbvias de falta de segurança. Com pouquíssimos clientes e altas taxas de inadimplência, o principal problema da companhia, porém, é a elevada taxa de perda de energia elétrica que é registrada nas favelas do Rio nas quais a polícia não tem acesso por conta das ligações clandestinas que são efetuadas pelos moradores.

Mas o cenário está mudando. Pelo menos é essa a percepção do superintendente de Relações com Investidores da Light, Renato Rocha. Em entrevista à InfoMoney, o executivo destacou que a companhia aposta na medição eletrônica como solução para o problema de perda de energia. “O que nós estamos fazendo é tirar o medidor da casa do cliente e colocando ele lá no alto do poste, a nove metros de altura, e estamos jogando a rede de baixa tensão lá pra cima, porque hoje 70% da perda é feita no fio e 30% no medidor”, explica Rocha.

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Empecílho?
Os planos da Light, contudo, esbarram em uma norma estabelecida pela ALERJ (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), que exige a instalação de um medidor no alto do poste, o qual transmita de forma confiável os dados do consumo de energia para as residências dos consumidores. Tal medidor era fabricado por uma única empresa homologada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), a suíça Landis + Gyr.

Refém da circunstância, a Light se viu obrigada a comprar da companhia suíça os medidores exigidos pela ALERJ, porém, a Landis + Gyr não possui estrutura suficiente para atender a demanda da distribuidora brasileira de 500 mil unidades do produto para dar sequência ao seu plano de redução das perdas de energia. E mesmo depois que o Inmetro homologou outra companhia fabricante do medidor em questão, a alemã Elster, a Light ainda se empenha para conseguir a homologação do órgão para um medidor brasileiro criado pelos engenheiros da própria companhia em parceria com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). 

Contudo, segundo Rocha, o empecílho da Light está próximo de ter um fim e, uma vez resolvido, os resultados da companhia deverão ser impactados positivamente.  “Se o nosso medidor entrar em produção industrial, a expectativa é de que já em 2012 nós consigamos estar abaixo do nível regulatório. E aí nós estamos falando de R$ 300 milhões no Ebitda (geração operacional de caixa). Desses R$ 300 milhões, 40% seria das favelas e os outros 60% fora das favelas. Esse é o potencial que nós temos com estas áreas pacificadas que nós estamos entrando e que já estamos tendo resultado”, disse.

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Confira na íntegra a entrevista com Renato Rocha, superintendente de Relações com Investidores da Light:

InfoMoney: De qual maneira a companhia acredita que a pacificação no Complexo do Alemão e em outras favelas do Rio de Janeiro poderá ser benéfica ao projeto de redução na perda de energia elétrica?

Renato Rocha: A perda da Light hoje está dividida em área de risco e área não-risco. Então, 40% da nossa perda está em área de risco, que são basicamente as favelas. Mas 60% da perda da Light está fora da área de risco, basicamente subúrbios normais, casas normais. É um problema muito cultural aqui no Rio de Janeiro o roubo de energia. Esta questão da pacificação abriu para gente o acesso às áreas de risco, que realmente a gente não tinha. O Estado não entrava lá, a Light também não entrava. Nós já temos a solução tecnológica para resolver as perdas, que é a medição eletrônica.

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Hoje, a rede da Light é uma rede que a baixa tensão está a três metros de altura, no poste, e na casa do cliente está o medidor analógico. O que nós estamos fazendo é tirar o medidor da casa do cliente e colocando ele lá no alto do poste, a nove metros de altura, e estamos jogando a rede de baixa tensão lá pra cima, porque hoje 70% da perda é feita no fio e 30% no medidor. Então, a gente tira a rede de baixa tensão de três metros de altura, bota ela pra ponta da cruzeta no poste a nove metros de altura, bota o medidor lá em cima também a nove metros de altura. Então, com o fio estando a nove metros de altura para o cara chegar lá ele vai tomar um baita de um choque.

“Nós já temos a solução
tecnológica para resolver
as perdas, que é a
medição eletrônica”

Essa rede é a rede blindada, como a gente chama, que é uma tecnologia de rede na qual ela entra em curto se você mexer nela, com um cabo muito mais grosso e mais difícil de acessar. E esse medidor que está sendo colocado no alto do poste é o medidor eletrônico, não mais o analógico. Além disso, cada caixa que está sendo colocada no poste mede 16 residências. Eu tenho 16 medidores dentro de uma única caixa. Por ser medição eletrônica, ela vem direto para o centro de medição em nossa sede no Rio. Assim, eu consigo cortar a distribuição de energia para o cliente estando aqui ou ligar a energia para o cliente também estando aqui. Eu não preciso mais mandar uma equipe minha lá se tiver algum problema, correndo o risco do pessoal ser subornado, ou apanhar, ou ser ameaçado, como é com a rede convencional.

Então, eu tenho o medidor eletrônico telecomandado pela central aqui na sede, onde eu acompanho o consumo do cara. Qualquer oscilação, qualquer coisa esquisita eu desconecto o cara daqui. Essa é a solução que estamos adotando.

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Com este sistema, então, o medidor sai da casa do consumidor e vai para o alto do poste, de onde a companhia controla a energia que é utilizada. Mas, dessa maneira, como o próprio cliente da Light vai poder saber quanto está gastando de energia?

Pois é, na casa do cliente tem um display que recebe a informação de como está o consumo dele. Mas o que acontece é que nós tivemos um problema. A ALERJ exigiu este display na casa do cliente para a criptografia da informação sair do medidor e ir para a casa do cliente sem ser adulterada. Isso foi uma gritaria enorme nossa para com a ALERJ, porque é aquele negócio você consome seu celular sem saber quantos minutos está gastando no mês, só quando vem a conta que você descobre, além disso você também usa o fogão da sua casa sem saber como está o seu consumo de gás, só vai ficar sabendo disso quando vier a conta da companhia de gás, mas para a energia elétrica eles querem que o consumidor veja o consumo dele minuto a minuto lá na casa dele com este display.

A tecnologia da medição eletrônica é bem simples. O Brasil tem mais de um fabricante e chega a exportar este tipo de medidor, só que a criptografia por display é que passou a ser o problema. O fato é que só tem um fabricante homologado pelo Inmetro com este tipo de tecnologia. Assim, nós estamos vivendo uma situação complicada porque estamos sob o monopólio privado de uma empresa só que me fornece esse medidor. É a suíça Landis + Gyr, que só está me entregando nove mil medidores por mês. E, para resolver o problema de perda da Light, eu preciso de 500 mil medidores. Estou falando de favela e áreas não-risco. Então, a Light está colocando uma pressão enorme no Inmetro para ele homologar outros fornecedores de medidores para poder ter competição neste negócio.

Há três semanas, o Inmetro homologou mais um fornecedor, que é a alemã Elster. Esta já é uma empresa ‘parruda’, grande, e a gente espera que agora tenha uma competição entre os dois, fazendo com que consigamos pegar mais medidores e ganhar velocidade na redução das perdas de energia. Além disso, no mercado de distribuição, nós somos obrigados a investir pelo menos 1% da receita líquida em Pesquisa & Desenvolvimento. Então, a gente pegou parte desta verba, R$ 35 milhões, fomos até o Inmetro e dissemos: ‘Inmetro, queremos fazer um projeto para desenvolver um medidor eletrônico nosso, da Light. Vamos pegar essa verba e vamos fazer um projeto de P&D junto com a UFRJ, e a gente quer que os seus engenheiros participem do projeto e homologuem o negócio’. O Inmetro topou. O protótipo já está pronto e a gente vai começar com produção industrial dele já no segundo semestre de 2011.

“Nosso medidor é quatro
vezes mais barato
do que o medidor que
 compramos hoje
dos suiços
“

O nosso medidor é quatro vezes mais barato do que o medidor que a gente compra hoje dos suíços. Então, com o nosso medidor em produção, com os medidores dos suíços e com os alemães também entrando em competição, a gente espera acelerar o programa de redução das perdas de energia.

Em números, quanto deste fator contribuirá positivamente para os resultados da empresa? O Itaú BBA estimou um possível incremento de R$ 290 milhões ao Ebitda da companhia com estas operações. Há projeções da Light quanto a isso?

A perda da Light hoje é de 5.330 GWh. A gente fala que a gente tem uma área de concessão escondida aqui dentro e a hora que a gente tiver acesso a esta área concessão será como se a gente estivesse pegando a Excelsior. A nossa perda é do tamanho da Excelsior, por isso a gente diz que tem uma empresa escondida aqui dentro.

Se a gente conseguisse, como num passe de mágica, acabar com toda a perda de energia da Light, a gente teria de impacto positivo no nosso Ebitda de R$ 750 milhões a R$ 1 bilhão. É enorme. O detalhe é que isso é um sonho, acabar com a perda do dia para a noite. Agora, não é um sonho falar que eu vou para o nível regulatório.

“Se conseguíssemos,
como num passe de mágica,
acabar com toda a perda da Light,
 teríamos um impacto positivo
no nosso Ebitda de R$ 750 milhões
a R$ 1 bilhão. É enorme. O detalhe
é que isso é um sonho”

Hoje, a nossa perda, analisando a métrica regulatória que está na tarifa, que é perda dividida pela baixa tensão e não pela carga toda, é de 42%. Atualmente nós temos na tarifa 37% reconhecido. Então, eu tenho um gap de 5 pontos percentuais. Só que nessa métrica, isso que é reconhecido na tarifa vai decrescendo. Hoje, eu tenho 37% reconhecido na tarifa, mas lá em novembro 2013, quando tivermos uma revisão tarifária, esse valor vai estar em 31%.

Então, eu tenho que abaixar até 2013 de 42% para 31%. Isso é totalmente factível. Com a realidade de medidores que nós temos e mais o nosso medidor entrando, a gente está realmente trabalhando e vendo vamos chegar no final de 2013 no nível regulatório.

E se o nosso medidor entrar em produção industrial, a expectativa é de que já em 2012 nós consigamos estar abaixo do nível regulatório. E ai nós estamos falando de R$ 300 milhões no Ebitda. Desses R$ 300 milhões, 40% seria das favelas e os outros 60% fora da favela. Esse é o potencial que nós temos com estas áreas pacificadas que nós estamos entrando e que já estamos tendo resultado.

Apesar de ampliar a extensão do alcance das operações da Light e diminuir as ligações irregulares nas áreas de risco nas quais houve pacificação pela polícia, o que deverá trazer impactos positivos à receita da empresa, há uma projeção de aumento nos gastos, principalmente por conta dos equipamentos que deverão ser instalados naquelas regiões e a manutenção deles? De quanto seria este aumento?

Estamos aumentando o nosso investimento em mais ou menos R$ 180 milhões por ano para dar conta disso. Mas, isso é totalmente reconhecido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Isso tudo é investimento prudente, reconhecido.

“No Santa Marta a Light tinha
80 clientes, 90% de perda e
70% de inadimplência.
Hoje, são 1.600 clientes,
3% de perda e só 2% de inadimplência”

Tem outra coisa que também é importante. A gente costuma falar aqui que a nossa agenda é a agenda do Beltrame, Secretário de Segurança do Rio de Janeiro. O que acontece é que eles pacificam a favela e três meses depois dão o sinal verde para as empresas entrarem. Entra a Light, entra a Oi (TNLP4), os bancos também têm entrado e instalado suas agências nas favelas. Enfim, muda a vida da comunidade totalmente, que se integra ao ‘asfalto’ de maneira definitiva.

Já foram pacificadas aqui no Rio de Janeiro 13 favelas. Nós já entramos em sete, com medição eletrônica. Dessas sete, cinco nós inauguramos agora entre dezembro e janeiro. Então, só entre o final de janeiro e começo de fevereiro eu vou começar a ter os dados para te mostrar o quanto melhorou. Hoje só tenho dados das duas primeiras favelas que foram pacificadas, que foram Santa Marta e Chapéu Mangueira.

No Santa Marta a Light antes tinha 80 clientes, 90% de perda e 70% de inadimplência. Hoje, no Santa Marta eu tenho 1.600 clientes, 3% de perda e só 2% de inadimplência. O segredo disso é a medição eletrônica. O cara não consegue roubar e paga a conta porque se não pagar eu corto o fornecimento de energia à distância e ele não consegue religar.

No Chapéu Mangueira eu tinha 400 clientes, hoje eu tenho 550. Eu tinha 56% de perda, tenho 4% agora, e tinha 74% de inadimplência e agora estamos com 2% só. Então, a expectativa é de que esses resultados se espalhem para as outras comunidades.

A Light acredita que as boas perspectivas com a pacificação em comunidades cariocas já estão precificadas nos papéis listados na BM&F Bovespa? Ou os investidores apenas repercutirão este driver no momento em que os resultados sofrerem impactos positivos?

Eu acho que ainda não está totalmente precificado não, para nós aqui ainda tem upside (potencial de valorização), ainda dá para subir. As recentes altas na ação da Light mostram que o mercado tem realmente colocado a Light em uma posição mais decente.

A empresa acredita que o impacto negativo trazido pelos efeitos das fortes chuvas no Rio, constantes para esta época do ano e que com frequência causam problemas na rede de distribuição de energia elétrica, podem de alguma forma ofuscar os benefícios da entrada das operações da companhia no Complexo do Alemão? Há estimativas numéricas para o provável aumento de custos decorrente das chuvas intensas deste início de ano e seus impactos na estrutura?

Eu acho que não, porque o que está acontecendo aqui no Rio de Janeiro é algo muito maior do que isso. O Rio estava caminhando para a barbárie e resolveu voltar para a civilidade. O Rio foi o primeiro estado na América Latina a conseguir investment grade, agora com o Sérgio Cabral, que foi o primeiro governador a ser reeleito no Rio de Janeiro. Além disso, tem as Olimpíadas vindo para a cidade, a Copa do Mundo, tem muito investimento acontecendo por aqui por conta disso.

O consumo da Light está 6% maior em termos de volume, na comparação com o ano passado. Esta tendo uma melhora estrutural muito grande na nossa área de concessão. E, por falar em área de concessão, ainda tem um outro ponto que é o fato de que todas essas tragédias de chuva que têm acontecido no Rio estão fora da nossa área de concessão. Tudo isso que você tem visto de destruição, assim como no ano passado, foi na área de concessão da Ampla, não da Light.

Os dados da chuva terão um custo maior para a Light?

Não. Na verdade o que nós temos, que até já foi feito, é que todas as nossas câmeras subterrâneas estão tendo sensores para detectar a entrada de água. Então, se a água chegar em determinado nível a gente é avisado, para poder mandar a equipe lá para bombear a água para fora. Mas este investimento já foi feito. E, de novo, quando dá essas tragédias com chuva no Rio geralmente não é na nossa área.

A empresa planeja fazer algum investimento a fim de adequar essa maior demanda por energia elétrica (com acesso às áreas do Alemão)? Ou a atual capacidade da companhia será suficiente para que o serviço de distribuição de energia seja também ampliado a esta região, sem afetar negativamente outras áreas?

Olha, o principal ponto são realmente os medidores eletrônicos. Só para você ter uma ideia, em 2010 nós já preparamos rede para receber 90 mil medidores eletrônicos. Só não colocamos o medidor lá em cima no poste porque eu não os tenho ainda. A gente precisa de 500 mil para resolver o problema. Já temos instalados 100 mil e já preparamos a rede para receber 90 mil. Ao longo deste ano vamos preparar mais rede e vamos colocando os medidores a medida em que a gente for recebendo. Então, caixa tem, solução também tem, só falta o medidor.

Como a empresa pretende bancar esses investimentos? Contará com o apoio do BNDES? Há perspectiva de emissão de novas ações para se capitalizar?

Isso tudo que eu falei já está sendo feito junto com o BNDES (Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social). Hoje, 70% do nosso capex é financiado pelo BNDES. Devemos continuar com isso.

E no que diz respeito aos eventos esportivos esperados nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A empresa tem algum planejamento especial para atender o aumento de demanda esperado por energia?

Tem. O Capex da Light era em torno dos R$ 500 milhões, mas neste último ano nós já subimos para R$ 700 milhões e vemos isso em um patamar de R$ 1 bilhão até 2014. O que tem de importante para esse Capex de R$ 1 bilhão? O programa de redução das perdas, como eu falei, e mais as obras estruturais para atender a demanda dos jogos e mais a demanda da própria cidade, que está crescendo.

“O capex da Light era em torno
dos R$ 500 milhões, mas
neste último ano já subimos
 para R$ 700 milhões
e vemos isso em um patamar
de R$ 1 bilhão até 2014″

Existe outro tema relevante que a Light gostaria de comentar?

Um ponto que a gente percebe um pouco de ruído no mercado é a questão da Cemig (CMIG4) no bloco de controle da Light. Percebemos que o mercado é um pouco cético se a Light vai tender a ter uma gestão mais estatal ou não, e o que a gente tem dito é que hoje no nosso bloco de controle tem um acordo de acionistas que diz que para as questões mais relevantes, ou seja dividendos, aquisição, fusão, consórcios, cisão, você tem que ter um quórum qualificado de oito votos. E a Cemig, em qualquer desenho que se possa imaginar,  nunca vai chegar a ter oito assentos.

Então, a figura do veto por parte dos banqueiros, que é o fundo privado que faz parte do bloco, sempre vai existir. Isso é uma coisa que a gente tem falado e que tem gerado mais conforto no mercado. Desde que a Cemig aumentou o capital dela aqui, a nossa dinâmica não mudou em nada. Continua a mesma governança, os mesmos Comitês, os blocos privados com tanta pressão quanto tinha antes, projetos com dois dígitos de retorno.