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SÃO PAULO – Agitando o final desta sexta-feira (23), a Standard & Poor’s informou que retirou a Oi (OIBR4) da listagem de monitoramento para um possível corte de nota no curto prazo, mas manteve a classificação da empresa em “BBB-” na escala global. A nota na escala global está um grau acima do nível especulativo. A perspectiva dos ratings de crédito em ambas as escalas é negativa.
“A ação de rating reflete a fusão da Oi com a Portugal Telecom, cujo processo está em seu estágio final”, disse a agência em comunicado. Em 5 de maio, a Oi completou uma emissão pública de ações, na qual captou 8,25 bilhões de reais.
“Em nossa visão, esse foi o passo final para a fusão, originalmente anunciada em 2 de outubro de 2013”, disse a S&P. “Solucionamos o CreditWatch agora porque em nosso entendimento a fusão é uma certeza, apesar de a combinação de negócios levar alguns meses para se completar em função da pendência de registros e aprovações requeridos.”
A definição de “creditwatch” ocorre quando a agência acredita que há uma alta probabilidade de realizar uma ação de rating no prazo de 90 dias. Na avaliação da agência, o perfil de risco de negócios “satisfatório” da Oi reflete sua posição competitiva favorável no mercado brasileiro de telecomunicações graças a uma presença nacional em telefonia fixa.
“Esperamos que a empresa mantenha uma rentabilidade média quando comparada a de seus pares da indústria. Estimamos que a margem Ebitda aumente em decorrência das várias iniciativas para melhorar a eficiência operacional e reduzir custos”, disse a S&P.
Já a perspectiva negativa reflete a possibilidade de um rebaixamento nos próximos 12 meses se as métricas de crédito da empresa não melhorarem em função de maiores desafios operacionais. Segundo a agência, o rebaixamento pode ocorrer caso não haja o esperado fortalecimento nas margens e na geração de fluxo de caixa, ou se a empresa não for bem sucedida na venda de ativos, o que daria suporte à redução do endividamento.
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Em 15 de maio, o presidente da Oi afirmou em teleconferência com analistas que a companhia ainda tem 1.500 a 2.000 torres de telefonia móvel que pretende vender no “médio prazo”. A empresa encerrou o primeiro trimestre com queda de 13 por cento no lucro líquido, a 228 milhões de reais.
Sabesp
O Conselho de Administração da Sabesp (SBSP3) aprovou a emissão de 500 milhões de reais em debêntures com vencimento de três anos, segundo fato relevante.
A 19a emissão de debêntures da companhia terá esforços restritos de colocação e será realizada em série única. As taxas de remuneração variam de CDI mais 0,80 por cento ao ano a CDI mais 1,08 por cento ao ano, em seis períodos de rentabilidade.
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Os recursos serão destinados ao pagamento de compromissos financeiros em 2014 e 2015, disse a empresa. Em 5 de maio, o IFR, serviço da Thomson Reuters, informou que a Sabesp estava promovendo a emissão de 500 milhões de reais, buscando dar mandato para dois bancos para promoverem a operação. Em fevereiro, a empresa precificou uma emissão local de 1 bilhão de reais, com a demanda alcançando 4,5 bilhões de reais.
CSN
O Conselho de Administração da CSN (CSNA3) aprovou a abertura de novo programa de recompra de ações, o terceiro anunciado neste ano. O novo programa foi aprovado no mesmo dia em que o segundo processo de recompra foi encerrado. Desta vez, a empresa se propõe a adquirir até 58.326.161 ações, ou 8,3 por cento do total de cerca de 702 milhões de papéis em circulação no mercado
Em meados de março, o conselho da CSN aprovou recompra de até 70,2 milhões de ações, e, em 15 de abril, continuou o processo com novo programa envolvendo cerca de até 67,86 milhões de papéis.
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A ação da CSN encerrou nesta sexta-feira em queda de 0,23 por cento, a 8,68 reais, queda de 3 por cento em relação à cotação de 15 de abril. O novo programa de recompra vai até 25 de junho.
Com Reuters