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SÃO PAULO – Depois de marcar topo em 71.920 pontos, máxima alcançada no último dia 13, o Ibovespa iniciou um processo de forte correção, com queda acumulada de 7% até o fechamento desta segunda-feira (31), aos 66.575 pontos. Entre a possibilidade de um movimento de recuperação ou aceleração da desvalorização do mercado, o banco Santander vê como mais provável a primeira opção, tanto que recomenda aos “investidores comprarem ações brasileiras na atual baixa”.
Entre os principais pontos que justificam a queda de 3,94% do índice neste mês, Marcelo Audi e Leonardo Milane apontam para a aceleração do ritmo da inflação, provável aumento da taxa de juro e a expectativa por novas medidas “macroprudenciais” por parte do governo visando conter o câmbio e a concessão de crédito. No front externo, as manifestações no Egito elevaram o nível de aversão ao risco dos investidores, provocando a migração para ativos como o ouro e a disparada do VIX.
Apesar disso, as perspectivas para a economia brasileira são muito otimistas para este ano, não justificando o momento ‘vendido’ da bolsa. Pelos cálculos dos analistas, o lucro por ação médio das empresas do Ibovespa crescerá 21% em 2011 e 18% em 2012. Contudo, a desaceleração da economia este ano, após o robusto ano de 2010, poderá trazer certa pressão no curto prazo, mas nada suficiente para afetar o otimismo generalizado para o mercado acionário brasileiro.
Sobrevenda
Com relação ao momentum do Ibovespa, dois pontos valem destaque. O primeiro é que o índice está prestes a testar os 64.430 pontos, região de sobrevenda destacada pelo banco. Pela métrica utilizada pelos analistas, a proximidade ou teste deste patamar sugere atenção do investidor, visando uma recuperação. Ou seja, “vemos a posição vendida como um sinal de compra”, frisa a dupla.
Desde janeiro de 2004, quando foram iniciados os estudos, o Ibovespa ultrapassou sua região de sobrevenda por mais de 15% somente na crise de 2008. Quedas superiores a 5% e 10% ocorreram três vezes.