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SÃO PAULO – Invertendo a tendência de baixa vista na véspera, o indicador de risco-País encerrou a sessão desta quarta-feira (1) em alta de sete pontos-base, refletindo o clima positivo nas principais bolsas internacionais.
Além da agenda favorável, a onda de otimismo nas bolsas externas também teve participação de novos rumores sobre a crise fiscal na Europa, só que desta vez com repercussão positiva. Especulações no velho continente apontam que o Banco Central Europeu poderia anunciar novas medidas anticrise após sua reunião na próxima quinta-feira (2), o que impulsionou os mercados por lá.
Somado a isso, os investidores também respiraram mais aliviados em meio à notícia veiculada pela Reuters de que o governo dos Estados Unidos também colaborará com o FMI (Fundo Monetário Internacional) com ajuda financeira, na tentativa de amenizar a situação da crise fiscal entre países europeus, como Irlanda, Portugal e Espanha.
Referências
O Livro Bege do Fed apontou que a economia segue melhorando nos Estados Unidos. O documento, que abrange o período entre meados de outubro e novembro, afirmou que o setor de serviços parece ter uma contribuição chave nessa evolução. Ainda entre os setores, a indústria – especialmente a automobilística – também se destacou positivamente, com expansão em quase todos os distritos do Fed.
Enquanto aguardavam o Livro Bege, os investidores analisaram os outros eventos, como o ADP Employment, visto como uma prévia do Relatório de Emprego, mostrando a abertura de 93 mil vagas no setor privado do país na passagem entre outubro e novembro, resultado bastante superior às expectativas do mercado. Ainda por lá, o ISM Index e o Construction Spending também supreenderam os analistas.
Na China, dois indicadores de manufatura apontaram avanço em novembro, pelo sétimo mês seguido. Contudo, indicadores que mostram aquecimento da atividade na China têm sido avaliados com prudência, já que o mercado teme novas medidas de restrição monetária para conter a inflação no país.
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Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,18% na noite desta quarta-feira, cotado a 136,80 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 187 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
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Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.