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Contrariando o clima mais ameno visto nos mercados em Wall Street, o Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (8) em baixa de 1,68%, aos 68.174 pontos. Os investidores repercutiram a expectativa pelo anúncio sobre o rumo da Selic e dados preocupantes da crescente inflação interna, além de quedas acentuadas de algumas empresas ligadas a commodities. O volume financeiro do pregão ficou em R$ 6,59 bilhões.
Por aqui, o Copom encerrará nesta noite o segundo dia do último encontro da autoridade monetária neste ano, divulgando ao mercado os rumos da taxa básica de juros nacional. Cabe destacar que esta será a última reunião da entidade com Henrique Meirelles à frente do BC. O mercado aposta na manutenção da Selic em seu atual patamar, aos 10,75% ao ano.
Destaques do Pregão
No campo corporativo, destaque novamente ficou por conta dos ativos da Brasil Ecodiesel. Após anunciar na segunda-feira uma parceira com a TAM para a produção de bioquerosene de aviação, desta vez a empresa divulgou a incorporação da Maeda Agroindustrial, em um processo de troca de ações. A operação resultará em um aumento de capital no valor de R$ 320,14 milhões, e na participação da Maeda em cerca de um terço das ações em circulação da Brasil Ecodiesel. Os investidores não receberam bem os termos da operação e os papéis da Brasil Ecodiesel se destacaram na ponta negativa do Ibovespa.
Empresas do setor de construção e também ligadas a commodities, em especial as metálicas, também recuaram no dia. MMX, Vale Usiminas foram alguns dos destaques negativos.
Neste pregão, apenas nove papéis tiveram desempenho positivo dentro do Ibovespa. Entre eles, a Vivo anunciou um acordo com a PayPal para permitir a transferência de valores através do celular. A implantação está prevista para o primeiro semestre de 2011, e poderá ser realizado por qualquer aparelho, uma vez que possui como base as mensagens de texto. As ações da companhia foram das poucas a fechar em campo positivo nesta quarta.
Agenda
Novamente mostrando aceleração no ritmo de aumento dos preços, o IPCA, medida oficial da inflação doméstica, registrou taxa de 0,83% em novembro, conforme dados divulgados pelo IBGE. Vale destacar que esse é o maior resultado mensal desde abril de 2005, ocasião em que o IPCA marcou inflação de 0,87%.
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Ainda no âmbito inflacionário, com a maior taxa de inflação desde a primeira semana de fevereiro, o IPC-S apresentou variação de 1,14% na primeira prévia de dezembro, aumento de 0,14 ponto percentual na passagem semanal.
Também no front doméstico, registrando novo aumento do ritmo de inflação, o INPC apontou inflação de 1,03% em novembro, taxa 0,11 ponto percentual maior do que a apurada no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o índice havia registrado inflação de 0,37%.
Já o INCC, calculado pelo IBGE em parceria com a CEF, apresentou variação de 0,69% em novembro, alta de 0,18 ponto percentual sobre o resultado de outubro, quando o índice variou 0,51%. Em relação a novembro de 2009 (0,33%), o índice acelerou ainda mais, em 0,36 ponto percentual.
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Lá fora, a única referência do dia ficou por conta dos estoques de petróleo dos Estados Unidos, que caíram 1,1% no período de 26 de novembro a 3 de dezembro, atingindo o patamar de 355,9 milhões de barris.
Além disso, crescem as expectativas de que a China possa elevar o juro básico do país, com a divulgação de dados de inflação de novembro esperados para o final de semana.
Dólar
Após um começo de dia instável, o dólar comercial consolidou uma trajetória positiva no início da tarde e fechou esta quarta-feira com alta de 0,65%, sendo cotado na venda a R$ 1,693. É o primeiro fechamento positivo da moeda desde 26 de novembro. De lá pra cá, foram sete dias de negociações, com seis quedas e uma sessão neutra.
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Por aqui, destaque para mais uma intervenção dupla do Banco Central do Brasil no mercado cambial à vista. A primeira compra de dólares ocorreu por volta das 12h20 (horário de Brasília), com taxa de corte de R$ 1,6835, e a segunda durou das 15h42 às 15h47, com taxa de R$ 1,695.
A autoridade monetária informou ainda que adquiriu US$ 2,352 bilhões via compra de dólares em novembro, e que fechou o mês com uma posição vendida de US$ 12,69 bilhões.
Por fim, o fluxo cambial mostrou que a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 2,225 bilhões em novembro. No período, o saldo comercial ficou positivo em US$ 502 milhões, enquanto o saldo financeiro ficou superavitário em US$ 1,722 bilhão. No acumulado do ano, o fluxo mostra-se positivo em US$ 25,023 bilhões.
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Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam em alta nesta quarta-feira, em dia de agenda carregada, com o mercado repercutindo os indicadores de inflação, sobretudo o resultado do IPCA e na expectativa pelo fim da reunião do Copom. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,72%, 0,03 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em baixa de 1,09%, 135,65% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação positiva de 1 ponto-base em relação ao fechamento anterior, fechando em 163 pontos.