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SÃO PAULO – O dólar comercial abre a sessão desta quinta-feira (16) em leve alta de 0,18%, cotado a R$ 1,7040 na venda. O mercado mais uma vez fica atento aos indicadores econômicos norte-americanos e ao noticiário sobre a Europa e China.
No Brasil, o destaque desta sessão fica por conta da repercussão das medidas anunciadas na última quarta-feira, já após o fim dos negócios, que visam o estímulo aos instrumentos de financiamento privado de longo prazo no Brasil.
Indicadores norte-americanos
Assim como nas duas últimas sessões, o mercado de câmbio deve ficar atento nesta quinta-feira aos indicadores econômicos norte-americanos. Serão divulgados mais tarde dados sobre mercado de trabalho, mercado imobiliário e sobre atividade industrial, além da conta corrente dos EUA no terceiro trimestre.
Com o desemprego figurando como uma das questões mais pertinentes na recuperação econômica dos EUA, o mercado fica atento ao Initital Claims, que mede o número de pedidos de auxílio desemprego na última semana. O indicador vai ser publicado às 11h30 de Brasília, mesmo horário em que saem os dados da conta-corrente norte-americana referente ao último trimestre consolidado.
Ainda neste horário, o Departamento de Comércio dos EUA vai publicar indicadores sobre o número de casas que começaram a ser construídas e também o número de autorizações para a construção de imóveis. Encerrando a agenda do dia, às 13h00 a filial do Federal Reserve da Filadélfia divulgará dados sobre a atividade industrial na região.
Reunião dos líderes europeus
Depois da crise fiscal européia ganhar novo impulso com a notícia de que a agência de classificação de risco Moody’s colocou em revisão – possível rebaixamento – o rating de crédito da Espanha, nesta sessão os investidores ficam atentos ao encontro da União Européia.
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Segundo a analista Miriam Tavares, da AGK Corretora, “na última semana cresceram as especulações de que a UE poderá adotar novas medidas na tentativa de conter a crise da dívida, como ampliar o programa existente de compra de títulos governamentais ou mesmo a criação de um bônus pan-europeu, que poderia contribuir para umm redução das taxas de juros para países em dificuldades”.
China compensa
Com o anúncio de que a Standard & Poor’s elevou os ratings soberanos da China e de Hong Kong, parte dos temores advindos da Europa são compensados. Segundo o comunicado da agência de risco, a elevação dorating chinês ocorreu em função de uma “revisão positiva pela S&P dos riscos macroeconômicos e financeiros”.
Já para o rating da região administrativa especial, a justificativa é “a reavaliação dos riscos que a economia de Hong Kong enfrenta por estar exposta a mudanças nas políticas administrativas e a instituições civis menos desenvolvidas na China”.