Bolsas dos EUA abrem em alta, seguindo Initial Claims melhor que o esperado

Índices acionários mantêm leve avanço, mesmo diante de temores com Europa e aprofundamento no déficit em conta corrente

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SÃO PAULO – As bolsas dos Estados Unidos abrem em leve alta nesta quinta-feira (16), repercutindo dados melhores do que o esperado do Initial Claims e do Housing Starts. Entretanto, o humor desta sessão ainda é pressionado pelas tensões na Europa, por dados piores do que o esperado do Building Permits e da conta corrente do país no terceiro trimestre deste ano.

Na cena corporativa, são os resultados trimestrais que mais impactam os papéis, com destaque para os números abaixo do esperado da FedEx e a revisão das projeções da Rite Aid. Ademais, a BP entra em foco com a ação judicial movida pelo governo norte-americano, ainda em relação ao derramamento de óleo no Golfo do México.

Dentro desse panorama, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresenta leve valorização de 0,26% e atinge 2.624 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, abre em leve alta de 0,20% a 1.238 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, sobe 0,10%, chegando a 11.469 pontos.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nasdaq +0,26 2.624 +6,24 +15,63 
 S&P 500 +0,20 1.238 +5,03 +10,99 
 Dow Jones +0,10 11.469 +4,04 +9,98 

Indicadores melhores…
Durante a manhã, os investidores norte-americanos receberam uma série de indicadores econômicos que mostraram trajetórias divergentes. Para começar, o Initial Claims mostrou uma performance melhor do que a esperada no mercado de trabalho do país ao indicar 420 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na última semana. A expectativa era de 425 mil solicitações.

No mesmo sentido, o Housing Starts surpreendeu positivamente ao registrar 555 mil casas em início de construção nos Estados Unidos, conforme os dados anualizados, frente às projeções de 545 mil imóveis.

Ainda no setor imobiliário, atenção à queda nos pedidos de execução hipotecária nos Estados Unidos. De acordo com dados da RealtyTrac, um total de 262.339 propriedades do país receberam notificações de leilão ou foram executavas em novembro, uma queda de 21% em relação a outubro e de 14% em relação ao mesmo período de 2009. Este é o menor patamar em dois anos.

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…e piores do que o esperado
Por outro lado, o Building Permits indicou um número menor do que o esperado de autorizações para construção de imóveis. Foram computadas 530 mil permissões, enquanto os analistas esperavam 560 mil.

Ainda do lado negativo, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos informou que o déficit em conta corrente do país atingiu US$ 127,2 bilhões no terceiro trimestre deste ano, ficando pior do que as expectativas de mercado, que giravam em torno de US$ 125,3 bilhões.

Agenda
Ainda para esta sessão, o mercado aguarda a divulgação do Philadelphia Fed Index, com a atividade industrial da região. O indicador, com anúncio previsto para 13h (horário de Brasília), deve mostrar queda de 22,5 pontos para 13 pontos entre novembro e dezembro, conforme o consenso do mercado.

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Europa permanece em foco
Apesar da abertura positiva, os problemas fiscais europeus seguem pairando sobre o humor do mercado. Enquanto o continente enfrenta temores crescentes sobre a saúde fiscal de seus países, os líderes da União Europeia se reúnem por dois dias na Bélgica para discutir como prevenir futuras crises de dívida soberana na Zona do Euro.

Nesse contexto, a Espanha levantou € 2,4 bilhões com a venda de títulos públicos de longo prazo. Apesar de ser considerado um sucesso, o leilão terminou com yields muito maiores do que o anterior, o que indica o aumento da percepção de risco em relação ao país.

Cenário corporativo
Dentre as empresas, destacam-se aquelas que reportaram resultados nesta manhã. A FedEx vê suas ações caírem 0,60%, reagindo à queda de 18% em seu lucro líquido no segundo trimestre fiscal. Nesse sentido, os papéis da Rite Aid também sofrem, recuando 1,07%. A empresa reportou a redução de seu prejuízo do terceiro trimestre para US$ 79,1 milhões, porém cortou as expectativas de ganho no ano cheio.

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Por outro lado, a Apple registra leve alta de 0,13% em suas ações, seguindo a revisão para cima das estimativas de ganhos feitas pelo JPMorgan Chase devido ao crescimento nos mercados de smartphone e ferramentas tablets.

Também no campo positivo, os papéis da British Petroleum sobem 0,27%, mesmo depois do governo de Barack Obama ter entrado com uma ação judicial contra a empresa. O motivo é o desrespeito às leis ambientais locais devido ao vazamento de petróleo do bloco de Macondo, no Golfo do México, que foi o maior incidente do tipo na história dos Estados Unidos.