Resumo Diário

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Contrariando o clima mais ameno nas bolsas externas, o Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira em baixa de 0,83%, a 67.306 pontos. O volume financeiro da sessão foi de R$ 6,8 bilhões.

O mercado assimilou os anúncios realizados na noite anterior pelo Ministério da Fazenda, com desoneração do financiamento privado para projetos de infraestrutura, desenvolvimento do mercado de títulos privados de longo prazo, estímulo à recuperação de crédito rural e crédito pessoal e incentivo à securitização de créditos imobiliários.

Além disso, os investidores repercutiram também a ata da última reunião do Copom, que enfatizou a preocupação com a inflação e dei fortes sinais de que a autoridade irá elevar a Selic no próximo ano, sem, contudo, explicitar quando, já que o comitê também chamou atenção para a necessidade de se observar os efeitos das medidas macroprudenciais recentemente adotadas.

Lá fora, a Europa mais uma vez chamou a atenção. A Moody’s colocou o rating grego sob revisão negativa, temendo que o país não consiga ser capaz de reduzir significativamente sua dívida. Enquanto isso, o BCE realizou o maior aumento de capital de sua história. Nos EUA, a carregada agenda econômica trouxe referências mistas.

Destaques da Bolsa
Entre novidades da Fazenda para estimular as emissões de dívida privada de longo prazo e as sinalizações trazidas pela ata da última reunião do Copom, os papéis de grandes players do setor imobiliário voltaram a fechar em forte queda nesta quinta-feira.

Na ponta compradora do Ibovespa, figuraram as ações da Braskem, respondendo a elevações de recomendação e preço-alvo.

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A Cemig também escapou das perdas e subiu 2,6% no pregão, após anunciar dividendos extraodinários de R$ 900 milhões.

Agenda interna
Entre os indicadores econômicos do dia, apontando aumento no ritmo de elevação dos preços, o IGP-10 registrou taxa de inflação de 1,27% em dezembro. O resultado é 0,11 ponto percentual maior que o apurado no mês anterior. 

Ainda no âmbito inflacionário, o IPC-S desacelerou e encerrou a segunda semana de dezembro com inflação de 1,06%. O resultado é 0,08 ponto percentual abaixo do verificado uma semana antes (1,14%) e o primeiro decréscimo após cinco semanas consecutivas de acelereção.

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Nesta quinta-feira também foi anunciada a decisão do CMN de manutenção, em 6% ao ano, da TJLP que vigorará no primeiro trimestre de 2011.

Nos Estados Unidos, agenda traz dados importantes
Também influenciou o comportamento dos principais mercados internacionais nesta quinta-feira a divulgação de importantes indicadores econômicos na cena norte-americana. O número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana ficou melhor do que apontavam as expectativas do mercado. 

No mesmo sentido, o Housing Starts registrou 555 mil casas em início de construção nos EUA no resultado anualizado de novembro, superior aos 545 mil imóveis esperados. Por outro lado, o indicador mensura o número de autorizações para construção de novas casas nos EUA computou 530 mil permissões no período, o que representa queda em relação ao indicador de outubro.

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Também trazendo dados aquém do esperado, o Departamento do Tesouro dos EUA revelou que o déficit em conta corrente do país atingiu US$ 127,2 bilhões no terceiro trimestre deste ano, ficando pior do que as expectativas de mercado.

Já o nível de atividade industrial na região da Filadélfia, nos EUA, ficou acima das estimativas do mercado em dezembro. 

Dólar
O dólar comercial, que chegou a subir 0,6% no começo da tarde, perdeu forças na reta final de negociações e fechou esta quinta-feira com leve valorização de 0,06%, sendo cotado na venda a R$ 1,702.

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No final do dia, o Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação, que teve duração de cinco minutos e ocorreu por volta das 16h, contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,701.

Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam esta quinta-feira sem tendência definida, embora os contratos de médio prazo, com vencimento entre outubro de 2011 e janeiro de 2013, tenham fechado em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em abril de 2011, registrou uma taxa de 10,94%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 1,37% em relação ao fechamento anterior, a 133,15% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação positiva de 13 pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 183 pontos.