Resumo Diário

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O Ibovespa reverteu a trajetória de queda observada na abertura – e também nos três últimos dias – e fechou a sexta-feira (17) em alta de 1,00%, aos 67.981 pontos. O índice recuperou parte das perdas das últimas sessões e se descolou da instabilidade externa, graças ao impulso dado pela recuperação das ações do setor imobiliário e pelas blue chips produtoras de materiais básicos, como Petrobras, Usiminas e MMX. O giro financeiro do pregão foi de R$ 5,71 bilhões. Na semana, o benchmark caiu 0,53%.

Lá fora, as bolsas nos Estados Unidos tiveram uma sessão marcada pela volatilidade, o que é comum para um dia de Quadruple Witching, com o vencimento dos contratos futuros e das opções sobre ações e índices. Enquanto isso, os mercados europeus recuaram depois que a Moody’s cortou o rating irlandês em cinco níveis com perspectiva negativa, após ter colocado em revisão as notas da Espanha e da Grécia ao longo da semana.

Destaques da Bolsa
Por aqui, após ter anunciado os resultados do 11° poço perfurado no pré-sal de Tupi, a Petrobras confirmou planos de declarar o caráter comercial de Tupi até o final deste ano, segundo os analistas Paula Kovarsky e Diego Mendes, do Itaú BBA. De acordo com a dupla, embora o fato represente um marco importante, não significa necessariamente que as reservas serão comprovadas. Ainda assim, as ações tiveram em alta no pregão desta sexta.

Outra empresa que fechou em alta foi a LLX. A Marinha autorizou a LLX Açu Operações Portuárias, controlada da LLX, a desenvolver no Superporto do Açu um canal onshore onde a OSX Brasil construirá a Unidade de Construção Naval do Açu. Segundo a empresa, o canal contará com cerca de 7 km de cais e mais de 20 berços com uma retro área de aproximadamente 8 milhões de metros quadrados, “permitindo assim mais do que duplicar o volume de exportações e importações originalmente projetado para o Superporto, posicionando-o entre os maiores do mundo”.

Além disso, a CCR também viu seus papéis subirem nesta sexta, após a concessionária portuguesa Brisa ter anunciado a conclusão da venda da totalidade de sua participação de 16,35% no capital da brasileira. Com isso, o Citi elevou a recomendação à companhia de manutenção para compra.

Por fim, depois de pesadas quedas nos últimos dias, os papéis das imobiliárias também reagiram e fecharam a sessão com ganhos. 

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Europa e Estados Unidos em foco
O cenário norte-americano voltou a mexer com o humor dos mercados neste pregão. Por lá, a extensão do corte de impostos por dois anos – que totaliza US$ 858 bilhões – foi aprovada pela Câmara dos Representantes na última quinta-feira à noite, ao passo que o Senado já havia votado a favor na quarta-feira. Nesta sexta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, também aprovou as medidas. As medidas em votação contemplam diversos pontos que foram acordados entre o próprio presidente e o partido Republicano, tais como a extensão do seguro desemprego por 13 meses, o corte de dois pontos percentuais sobre impostos nos salários por dois anos e a volta do imposto de 35% para as propriedades cujo valor supera os US$ 5 milhões.

Na agenda, destaque para o resultado levemente abaixo do esperado do Leading Indicators de novembro, indicador que pondera diversos índices já divulgados no país, como pedido de auxílio-desemprego, custo de mão de obra e permissões para construção.

Agenda
No front doméstico, o mercado repercutiu a divulgação da a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, mostrando que a taxa de desemprego de novembro ficou no menor nível desde o ano de 2002 (5,7%).

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Além disso, mais uma vez apontando redução do ritmo inflacionário, o IPC-Fipe registrou taxa de inflação de 0,57% na segunda quadrissemana de dezembro.

Dólar
Apesar da melhora no mercado interno no começo da tarde, o dólar comercial manteve firme sua trajetória positiva, fechando esta sexta-feira cotado na venda a R$ 1,715, alta de 0,76% – sua terceira valorização consecutiva. Com essa sequência, a moeda conseguiu igualar as perdas vistas no começo da semana, ficando com variação nula no acumulado dessas cinco sessões.

O Banco Central do Brasil realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h44 e as 15h49 (horário de Brasília) e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,7145.

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Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam esta sexta-feira em ligeira alta, com sinais positivos da economia, mostrando o aquecimento do mercado de trabalho brasileiro e ainda refletindo a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,65%, estável frente o fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,38% em relação ao fechamento anterior, a 133,65% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação positiva de sete pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 193 pontos.