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SÃO PAULO – A integração entre a Hypermarcas (HYPE3) e a Mantecorp deve acontecer de forma “cautelosa”, sem perdas para os ativos nem para os funcionários de ambas as companhias, afirmou o presidente da Hypermarcas, Claúdio Bergamo. O executivo conduziu uma teleconferência na tarde desta segunda-feira (20) para esclarecer a aquisição da fabricante de medicamentos e produtos químicos e prometeu fortes sinergias a partir de 2012.
Para o próximo ano, Bergamo descartou novas aquisições. Para ele, 2011 será um período de “digestão”, antes da nova onda de compras da companhia. Desta forma, o próximo ano será focado “na integração de oportunidades” e “otimização de funções”, com o crescimento da Mantecorp mantido em 7% ao ano.
A Hypermarcas planeja usar o período para unir as equipes de visitação em farmácias e de compras, além de melhorar a eficiência em despesas de marketing e visitação médica, otimizar funções de SG&A e reduzir custos.
Para 2012, o objetivo é “focar no crescimento orgânico e buscar uma taxa de crescimento maior”, disse Bergamo, que projetou um avanço de 15% nas receitas da Mantecorp. O executivo comparou o movimento de aquisição à incorporação da Farmasa, de modo que os procedimentos a serem adotados pela Hypermarcas devem ser uma “repetição do mesmo”, nas palavras do presidente da companhia.
Mercado acionário
Em relação ao aumento do volume das ações da Hypermarcas em circulação no mercado após a emissão de novos papéis como parte do pagamento à Mantecorp, Bergamo disse que a intenção da família controladora da Mantecorp é manter as ações em uma espécie de fundo após a venda da companhia. “Eles querem participar do crescimento do mercado farmacêutico do País”, disse o executivo.
Dados trimestrais
A expectativa da Hypermarcas é que a adquirida gere um Ebitda (geração operacional de caixa) de R$ 245 milhões em 2011, no período de integração. Após o crescimento da companhia, em 2012, os lucros antes de impostos, juros, depreciação e amortização são estimados em R$ 275 milhões. Segundo o presidente da companhia, o patamar é “muito atrativo, tendo em vista a característica estratégica da aquisição”, que vem em linha com a proposta de alavancar plataformas para a Hypermarcas.
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Em relação à margem Ebitda (relação entre receita líquida e geração operacional de caixa), “a tendência será uma progressão aritmética”, segundo o presidente, que projeta capturas progressivas a cada trimestre. Já as receitas devem ficar perto de R$ 510 milhões em 2011, mantendo o crescimento de 7% da Mantecorp.
Vantagens competitivas
Segundo Bergamo, a aquisição traz um potencial significativo de lançamento de novos produtos, a complementaridade no painel químico e a liderança em especialidades como pediatria, ortopedia e dermatologia. A companhia pretende também lançar produtos da Neo Química – laboratório comprado no final de 2009 – com a marca Mantecorp.
“Nos próximos dois anos, vamos lançar entre 100 e 150 produtos”, projetou o executivo na teleconferência. Através da aquisição, a Hypermarcas passa a atuar no setor de dermocosméticos sob a marca Mantecorp e aumenta seu mercado de prescrições de medicamentos, o que “fortalece todos os nossos negócios”, completou Bergamo.
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Com a aquisição, “a Hypermarcas passa a deter uma fortissíma posição competitiva” e passa a ser a maior farmacêutica da indústria nacional, que é o formato mais promissor para geração de receitas no varejo, disse Bergamo.