Resumo Diário

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Revertendo a baixa auferida na véspera, o Ibovespa fechou a terça-feira em alta de 1,41%, retomando a casa dos 68 mil pontos. A performance do índice foi influenciada pela valorização de importantes blue chips no pregão, além do clima otimista visto nas bolsas internacionais. O giro financeiro da sessão foi de R$ 6,91 bilhões.

O ânimo lá fora reflete a notícia de que a China sinalizou a intenção de ajudar a União Europeia, com o objetivo de garantir a estabilidade financeira da região.  Além disso, a diluição das tensões entre as Coreias também trouxe um maior alívio para os mercados.

Apesar das boas notícias vindas da Ásia, o rating de Portugal foi posto em revisão para um possível rebaixamento pela agência de classificação de risco Moody’s.

Por aqui, o mercado recebeu bem o menor ritmo de alta dos preços evidenciado pelo resultado de dezembro do IPCA-15 e a elevação da recomendação do Brasil para overweight pelo Morgan Stanley.

Destaques da Bolsa
Com o menor ritmo de alta da inflação na cena interna, os setores de construção civil e varejo se recuperaram das recentes quedas. Cyrela, Gafisa, MRV e Rossi lideram, nesta ordem, a ponta compradora do Ibovespa. Os frigoríficos e a Lojas Renner também tiveram um pregão positivo.

Ações de grandes siderúrgicas, assim como os papéis da Petrobras e da Vale, também tiveram ganhos nesta terça.

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Do outro extremo do Ibovespa aparece a OGX, que anunciou nesta manhã a conclusão da perfuração do poço 1-OGX-24-RJS, localizado no bloco BM-S-56, em águas rasas na bacia de Santos, cuja participação da empresa é de 100%. A perfuração atingiu uma profundidade total de 4.750 metros, mas não encontrou indícios de hidrocarbonetos comerciáveis.

Os papéis do setor de energia elétrica, tradicionalmente conhecidos pelo seu caráter defensivo, lideraram as perdas do Ibovespa, com Copel, Cesp e Transmissão Paulista fechando em baixa. Além da mudança de viés por parte dos investidores, repercutem também as notícias envolvendo as empresas do setor.

As ações da Brasil Telecom intensificaram os ganhos no final do pregão e terminaram com alta de 4,7%. A Anatel divulgou nesta tarde que em novembro o País teve mais de 3,09 milhões de adesões de telefonia móvel. Quanto à participação das operadoras no mercado de telefonia móvel, a Vivo continua liderando, com 29,8% do total dos acessos. Em segundo lugar, aparece a Claro, com 25,55% do mercado ou 50,462 milhões de números. No ranking ainda estão TIM e Oi, com 24,91% e 19,38% de participação, respectivamente.

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Agenda
Por aqui, o IPCA-15 apontou redução no ritmo de alta dos preços, com inflação de 0,69% em dezembro. Contudo, o resultado acumulado no ano é de 5,79%.

Aliado a essas previsões, o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, disse em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira que o IPCA deverá fechar o ano que vem em 5,2%, enquanto a Selic deverá chegar a marca de 12,25% ao ano. Já a atividade econômica do País deverá crescer 4,5% em 2011, mesma projeção apontada para 2012.

Já o resultado global do balanço de pagamentos brasileiro em novembro deste ano foi superavitário em US$ 2,995 bilhões, enquanto, no mesmo período de 2009, a conta registrara um saldo positivo de US$ 3,878 bilhões. Por sua vez, a conta de transações correntes marcou um saldo negativo de US$ 4,696 bilhões no décimo primeiro mês deste ano, maior que o déficit de US$ 3,273 bilhões contabilizado no mesmo mês de 2009. Por outro lado, a conta capital e financeira apresentou superávit de US$ 7,822 bilhões, acima dos US$ 6,124 bilhões de novembro do ano passado.

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Dólar
Rendendo-se ao otimismo visto nos mercados, o dólar comercial conheceu nesta terça-feira sua segunda desvalorização consecutiva, fechando cotado na venda a R$ 1,698 – queda de 0,59%. O bom humor visto na sessão reflete a sinalização de ajuda à União Europeia dada pelo governo chinês. Por aqui, intervenção do Banco Central, inflação e projeções econômicas ficaram em destaque.

O BaCen voltou a atuar no mercado cambial à vista por meio de um leilão de compra de dólares. A operação ocorreu entre as 15h55 e as 16h00 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6964.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em abril de 2011, registrou uma taxa de 11,04%, 0,06 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,15% em relação ao fechamento anterior, a 134,45% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação positiva de sete pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 181 pontos.