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SÃO PAULO – A integração de plataformas de compras online da B2W (BTOW3) deve melhorar de forma significativa os resultados da companhia no próximo ano. Ao menos esta é a opinião do banco JP Morgan após uma reunião na última segunda-feira (27) com o presidente da companhia, Murilo Correa, e os executivos responsáveis pelas relações com investidores, Luiz Saraiva e Raoni Lapagesse. A recomendação neutra e o preço-alvo de R$ 34,00 para 2011 (potencial de valorização de 10,43% em relação ao fechamento de 27 de dezembro) permanecem inalterados, frente a proximidade de um ciclo de aperto monetário.
Segundo os executivos da empresa, o novo website Americanas.com, criado com a plataforma do Submarino.com, já traz resultados positivos para o crescimento das receitas da companhia, com aumento do tráfego de pessoas. O próximo a migrar para a plataforma será o Shoptime.com, no primeiro trimestre de 2011. “Com as integrações completas, o mix de vendas de cada website deve melhorar e as despesas administrativas e de vendas e os níveis de necessidade de capital devem recuar substancialmente”, afirmam os analistas Andrea Teixeira, Felipe Oliveira e João Mamede, em relatório.
Desta forma, são esperados preços mais competitivos por parte da B2W em 2011, cuja gestão também acredita em uma melhora na rentabilidade, apesar dos pares de setor continuarem agressivos nas ofertas de seus produtos. Caso o mercado realmente foque na geração de maiores lucros, as margens Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia podem até se expandir no longo prazo. No momento, a previsão dos executivos da varejista é de margens estáveis.
Por fim, os analistas projetam que ao menos um dos pontos que prejudicaram os resultados da B2W em 2010 já não deve ter tanta força. O ticket médio de compras tende a se estabilizar no próximo ano, após mudanças para um mix de produtos de menor valor ter pesado nas margens deste ano. “A empresa trabalha para melhorar o mix de vendas em meio a novas categorias que trazem maior frequência de compras e maior ticket e rentabilidade”, afirmou o JP Morgan por meio de relatório.
Riscos
A recomendação neutra para os papéis representa a continuidade da limitada visibilidade da companhia frente a um ciclo de aperto monetário, que prejudica a avaliação de empresas de varejo, ao menos no curto prazo. No entanto, os riscos de queda dos ativos encontram-se minimizados, já que os mesmos são negociados com um desconto de 45% em relação aos seus níveis históricos de EV/Ebitda.