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SÃO PAULO – Se você é investidor e está mirando os mercados chilenos, terá que adiar os seus planos de investir no país latino-americano durante a Copa do Mundo. Mesmo com as poucas chances de a seleção chilena se consagrar campeã do Mundial, a maioria dos participantes do mercado deixa de operar para assistir as partidas.
Em 2010, o número de transações no índice acionário chileno caiu mais de 99% quando a seleção estava em campo, revelou um estudo do Banco Central Europeu (BCE). Entre os 15 países pesquisados, que incluíam nove nações europeias, quatro latino-americanas, Estados Unidos e a anfitriã África do Sul, o Chile reportou a maior queda do total de transações realizadas enquanto o a seleção nacional estava jogando. A média de todos os países foi de 55%. Mesmo depois da eliminação do Chile nas quartas de final, o volume de negociação continuava 79% mais baixo até o final do campeonato.
“No último jogo do Chile pelo Mundial de 2010, o mercado estava morto”, disse Arturo Curtze, analista de ações da corretora e gestora de ativos Vantrust Capital, em Santiago. “Todo mundo estava acompanhando a partida. Os operadores recebem permissão de levar televisão para seus trabalhos”, acrescentou.
A uma semana do início do campeonato de futebol mais assistido do mundo, a expectativa é que o volume de negócios caia de maneira generalizada. Até mesmo em países desenvolvidos, como os Estados Unidos e países europeus, o número de participantes no mercado caem consideravelmente quando suas respectivas seleções estão em campo.
Na Argentina, quando a equipe de Lionel Messi estava em campo em 2010, as negociações caríam cerca de 80%, enquanto no Brasil, durante os jogos da seleção canarinho, o volume de negociação recuou 75%.