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SÃO PAULO – Com a divulgação do potencial de volume recuperável do Poço Libra, uma das maiores reservas do pré-sal, a área pode ser a primeira a ser leiloada pelo novo marco regulatório do pré-sal, a ser aprovado pelo Congresso. O leilão, em que a Petrobras (PETR3, PETR4) teria 30% de participação garantida, no entanto, ainda traz perspectivas incertas para a estatal, segundo o Itaú.
Em relatório, a corretora ressalta que embora a obtenção de novas reservas seja sempre bem vinda, o mercado ainda se mostra preocupado com os gastos para a execução de novos projetos. Além disso, a petrolífera já dispõe de reservas suficientes para exploração por um longo período e os fundamentos econômicos poderiam não ser tão atrativos quanto os atuais.
Para explorar o novo poço, a Petrobras deveria pagar uma parcela no bônus de assinatura, aceitar a proposta do consórcio sobre a participação na produção destinada ao governo e contribuir com o Capex em proporção com sua participação.
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Itaú considera avaliação da GC&A “agressiva”
O relatório da certificadora Gaffney, Cline & Associates, apontou um NAV (Valor Líquido Corrente, em inglês) de US$ 9,62/barril, levando em conta uma acumulação de 7,91 bilhões de barris de óleo equivalentes. Mesmo com critérios indefinidos, como a garantia de volume do poço e o tamanho da participação do Estado, a avaliação deve influenciar a decisão do governo quanto ao bônus de assinatura e quanto à parcela pretendida na produção, segundo a corretora.
“Na maior parte da análise, a GC&A parece extrapolar os resultados de um único poço para grandes áreas, premissa que consideramos agressiva”, afirmam os analistas Paula Kovarsky, Diego Mendes e Giovana Araújo, em relatório. Assim, a recomendação de market perform (desempenho em linha com a média do mercado) é mantida, com um valor justo para os papéis preferenciais de R$ 38,20 para o final de 2011.