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Após operar no campo positivo durante todo o intraday, o Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (1) em alta de 1,26%, a 71.560 pontos. Com esta performance, o índice atingiu sua maior pontuação de fechamento desde 18 de outubro, quando ficara em 71.735 pontos. O volume financeiro do dia foi de R$ 4,79 bilhões, esvaziado pelo feriado de Finados, na próxima terça-feira.
Nos mercados externos e aqui, repercutiu a espera pela decisão do Federal Reserve, que se reúne nos próximos dois dias para discutir os rumos da política monetária norte-americana. A expectativa é de que uma nova rodada de flexibilização quantitativa seja acordada, o que pode pressionar ainda mais a moeda norte-americana.
Destaques da Bolsa
Na ponta positiva do Ibovespa, depois de fecharem a última semana no topo das maiores perdas do índice, as ações da Brasil Ecodiesel se ajustaram às baixas das sessões anteriores e fecharam em alta nesta segunda-feira.
Cabe lembrar que os papéis dispararam recentemente em meio a rumores sobre a fusão entre a Brasil Ecodiesel e a Maeda Agroindustrial, confirmados pela empresa na última segunda-feira. Além disso, a forte alta das ações da Petrobras e Vale também impulsionou o índice. No entanto, a Cosan foi o principal destaque de valorização no dia.
Do outro lado do índice, a Cyrela fechou com a maior desvalorização do Ibovespa nesta sessão, após ter anunciado na última sexta-feira sua prévia de resultados operacionais no terceiro trimestre deste ano. Os números, em geral, vieram menores do que aqueles vistos no mesmo período de 2009. Em relatório assinado por Dan McGoey, o Citigroup destacou nesta sessão que o balanço preliminar da incorporadora de imóveis no 3T10 ficou abaixo de suas estimativas.
Agenda
Na ausência de outros indicadores dentro da agenda interna, o mercado avaliou a divulgação do Relatório Focus, do Banco Central. Distanciando-se cada vez mais do centro da meta estabelecida pelo CMN, de 4,5%, as expectativas para a inflação em 2010 já atingem 5,29%, segundo o documento.
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Esta é a sétima semana consecutiva de alta nas projeções para a variação do IPCA neste ano, tendo sido acompanhada por uma elevação nas estimativas também para 2011, que atingem 4,99%. Para outubro, a expectativa é de que o índice oficial de inflação suba 0,65%.
Referências Externas
Lá fora, destaque aos dados dos EUA. O núcleo do índice de preços PCE, um dos mais observados pelo Banco Central norte-americano, registrou estabilidade no mês de setembro, em linha com as expectativas do mercado. Vale lembrar que em agosto, o indicador havia registrado alta de 0,1%.
Também na cena norte-americana, o ISM Index ficou acima do esperado no mês de outubro. No último mês, o indicador, que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos, atingiu 56,9 pontos, enquanto as expectativas do mercado indicavam 54,0 pontos. A medição de setembro marcara 54,4 pontos.
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Por fim, medidos pelo indicador Construction Spending, os gastos com construção civil nos Estados Unidos subiram 0,5% em setembro, enquanto que o mercado projetava uma queda de 0,7% para o mês. Em agosto, o índice foi revisado de um avanço de 0,4% para uma queda de 0,2%.
Ainda no front externo, o mercado acompanhou a divulgação, por parte do governo chinês, do PMI do país, indicador que mede o desempenho da atividade industrial, que apontou 54,7 pontos em outubro, contra 53,8 no mês anterior, marcando o maior salto na pontuação em seis meses e batendo as expectativas do mercado.
O Ministério do Comércio chinês afirmou ainda que prevê uma desaceleração das vendas internacionais do país no próximo ano, dado o pior cenário econômico global e o fato de que os países desvalorizam suas moedas para estimular o crescimento. Em relatório, o Ministério também previu que a guerra cambial se intensificará em 2011 e que, no médio prazo, o dólar continuará se enfraquecendo frente às outras moedas.
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Dólar
Em uma sessão marcada pela instabilidade, o dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7060 na compra e R$ 1,7080 na venda, alta de 0,29% em relação ao fechamento anterior. Em outubro, a moeda acumulou valorização de 0,65%. No ano a desvalorização da divisa norte-americana já chega a 1,91%.
O Banco Central voltou a intervir no mercado de câmbio, mas realizou apenas um leilão. A atuação teve início às 15h27 e terminou às 15h32, com taxa de corte foi de R$ 1,7075.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,32%, queda de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,14% em 140,00% do valor de face.
O risco-País registrou variação negativa de cinco pontos-base em relação ao fechamento anterior, ficando em 170 pontos-base.