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SÃO PAULO – Passada a fase aguda da crise financeira internacional, a convicção de que o momentum de crescimento das economias emergentes passou a ser autônomo é maior, afirma Glenn Maguire, analista do Société Générale, em relatório.
Segundo Maguire, o mundo sofreu um deslocamento na relação de causalidade do crescimento econômico, na passagem do período pré-crise para o pós-crise.
Reviravolta
O PMI, índice que mede a atividade industrial com base em entrevistas com gestores privados, dos EUA, da Europa e o Global (intitulados de G3 no relatório) têm seguido o movimento sinalizado pelo indicador chinês com um atraso de dois meses.
“Esta é uma completa reviravolta do mundo pré-crise, no qual o PMI chinês tendia a seguir o PMI do G3 com um atraso de um a dois meses”, aponta o analista.
Importações
Maguire destaca que a quantidade e o valor das importações da China continue a avançar, cuja projeção do banco é de expansão próxima a 25% em setembro e 29% em outubro, na base de comparação anual. “A China está inegavelmente dividindo seu crescimento [com o mundo] via maiores compras”, aponta o relatório.
O relatório ainda destaca que a economia chinesa já apóia a norte-americana, ao elevar a quantidade de bens manufaturados mais elaborados, assim como bens de capital, embasando críticas ao discurso de Tim Geithner, secretário do tesouro dos EUA, de viés protecionista em relação ao comércio com o país asiático.