Resumo Semanal

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Em uma semana mais curta devido ao feriado de Finados na última terça, o Ibovespa fechou esta sexta-feira (5) com alta semanal de 2,74%, aos 72.606 pontos. Com esta performance, o índice marcou sua segunda variação semanal positiva consecutiva, influenciada pelos ganhos de Petrobras e Vale no período.

As ações da Sabesp assumiram esta semana o posto de principal destaque positivo dentre os papéis que compõem o Ibovespa, acumulando alta de 7,73%, e fechando esta sexta cotadas a R$ 41,10. A companhia foi alvo de um relatório do UBS, no qual o banco revisou para cima as suas projeções para o lucro por ação da companhia em 2010, para refletir o fortalecimento do real no cenário internacional. O UBS projeta um ganho de cerca de US$ 1 bilhão por conta de débitos em moeda estrangeira não hedgeados.

Com a queda de 3,08% nesta sexta, as ações da Lojas Renner encerraram a semana como principal destaque de baixa dentre os papéis que compõem o Ibovespa, somando desvalorização de 6,25%. A baixa deve-se, principalmente, ao ajuste frente ao resultado do terceiro trimestre. Apesar do bom desempenho, com alta de 86% do lucro líquido frente ao mesmo período de 2009, os analistas acreditam que os números já estão precificados no mercado.

Outros destaques corporativos
Entre os papéis mais líquidos do Ibovespa, as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras registraram alta semanal de 5,98% e 5,41%, respectivamente. No mesmo sentido, as ações ON da Vale somaram valorização de 3,92%, ao passo que os papéis PNA subiram 3,29%.

As ações da Cyrela também voltaram ao noticiário ao longo da semana. Os papéis caíram 3,32% no período, refletindo sua prévia de resultados operacionais no terceiro trimestre deste ano. Os números, em geral, vieram menores do que aqueles vistos no mesmo período de 2009. Em relatório assinado por Dan McGoey, o Citigroup destacou que o balanço preliminar da incorporadora de imóveis no 3T10 ficou abaixo de suas estimativas.

Destaques domésticos
Como de costume, a semana começou com o Relatório Focus, do Banco Central, que marcou a sétima semana consecutiva de alta nas projeções para a variação do IPCA neste ano. Além disso, a autoridade monetária brasileira publicou o resultado do fluxo cambial em outubro, que acumulou superávit de US$ 6,9 bilhões. As reservas internacionais, segundo o BC, atingiram o montante de US$ 284,930 bilhões.

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Segundo o IBGE, a produção industrial brasileira mais uma vez apresentou retração, recuando 0,2% na passagem de agosto para setembro, segundo a Pesquisa Industrial de Produção Física. Ainda por aqui, o Censo apontou que a população residente no País em 1º de agosto de 2010 era de 185.712.713 pessoas. Já segundo o Inec, a confiança do consumidor cresceu 2% no mês passado.

No campo inflacionário, o IPC-S marcou inflação de 0,59% na semana terminada em 31 de outubro último, taxa maior que a apurada na medição anterior. Por fim, em outubro, a cesta básica ficou mais cara para o consumidor em 16 das 17 capitais brasileiras analisadas pelo Dieese, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que neste ano o PIB do Brasil vai apresentar o melhor crescimento dos últimos 25 anos. Segundo Mantega, “este ano vamos crescer entre 7,5% e 8%”. Essa previsão vai de encontro às projeções do mercado, que no mais recente relatório Focus do Banco Central, publicado na última segunda-feira, registrou expectativa de crescimento de 7,55% do PIB em 2010.

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Também por aqui, o subsecretário do Tesouro, Paulo Valle, reiterou os rumores de que o Tesouro pode recomprar títulos em reais emitidos no exterior e fazer novas emissões com prazos mais longos para limitar o fluxo de capital estrangeiro para o País.

Por fim, segundo a agência de classificação de risco Fitch, o rating brasileiro pode ser elevado novamente caso haja uma política fiscal mais restritiva no governo Dilma Rousseff.

Referências Externas
Na cena internacional, o principal destaque da semana ficou por conta do anúncio do Quantitative Easing 2, pelo Federal Reserve. O novo programa de compra de títulos do Fed tenta dar fôlego à economia norte-americana, que ainda segue em lenta recuperação, e impulsionar as expectativas de inflação. O pacote será de US$ 600 bilhões para compra de Treasuries de longo prazo.

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A nova rodada de medidas de flexibilização quantitativa contava com estimativas de cerca de US$ 1 trilhão, que foram reduzidas frente a indicadores recentes mais positivos. O Fed, que também manteve a taxa básica de juro do país inalterada no patamar entre 0% e 0,25% ao ano e sua política de reinvestimento do principal dos títulos em carteira, afirmou que “revisará regularmente o ritmo das compras e seu montante total considerando novas informações, e fará ajustes conforme for necessário”.

Nas eleições parlamentares dos Estados Unidos, o partido Democrata, do presidente Barack Obama, perdeu a maioria das cadeiras na Câmara. No entanto, foi possível manter, agora com margem mínima, a superioridade numérica no Senado.

Entre os indicadores econômicos da semana, destaque ao Relatório de Emprego, mostrando que a economia norte-americana abriu mais postos de trabalho em outubro do que o esperado pelo mercado. Ainda na agenda do país, o núcleo do índice de preços PCE registrou estabilidade no mês de setembro, em linha com as expectativas. Contudo, decepcionaram os mercados o número de contratos de compra e venda de casas em setembro e o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados na última semana.

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No sentido oposto, vindo melhores que as expectativas, destacam-se o montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano e os gastos com construção civil na passagem entre agosto e setembro, o ADP Employment, o setor de serviços e o nível de atividade industrial, em outubro, assim como a produtividade no mercado de trabalho norte-americano, excluindo o setor agropecuário, no terceiro trimestre de 2010.

Também no noticiário externo, o Ministério do Comércio chinês afirmou que prevê uma desaceleração das vendas internacionais do país no próximo ano, dado o pior cenário econômico global e o fato de que os países desvalorizam suas moedas para estimular o crescimento. Em relatório, o Ministério também previu que a guerra cambial se intensificará em 2011 e que, no médio prazo, o dólar continuará se enfraquecendo frente às outras moedas.

Câmbio e Renda Fixa
A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,678, acumulando na semana depreciação de 1,47%.

No mercado de renda fixa, o contrato com vencimento em janeiro de 2013, que apresentou maior liquidez, encerrou apontando taxa de 11,88%, alta de 0,17 ponto percentual em relação a semana anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 140,35% de seu valor de face, alta de 0,39% na semana.

Por outro lado, o risco-país fechou cotado a 174 pontos-base, alta de um ponto na variação semanal.