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Invertendo a tendência acompanhada em praticamente todo pregão, o Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (19) em ligeira alta de 0,16%, a 70.897 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 5,04 bilhões. Na semana, a variação do índice foi positiva em 0,75%.
O clima volátil nos negócios refletiu o anúncio do governo chinês, que elevou a taxa de depósitos compulsórios em 0,50 ponto percentual, em razão de preocupações sobre o ritmo de inflação anual, já próximo ao pico máximo dos últimos 25 meses. Os temores sobre a Irlanda também tiveram influência: após reunião na véspera para discutir um possível empréstimo ao país, o foco desta sessão foi a dúvida com relação à estrutura do pacote de ajuda, em termos de tamanho e formato.
Por aqui, o assunto equipe econômica de Dilma Rousseff vem ganhando destaque nos últimos dias. Henrique Meirelles confirmou nesta sexta-feira que recebeu o convite de Dilma para permanecer à frente do Banco Central. A reunião para discutir o assunto ocorrerá na próxima semana.
Destaques da Bolsa
Na ponta positiva do Ibovespa, os papéis da JBS se recuperaram da forte queda vista na última terça-feira, quando os ativos sofreram desvalorização próxima de 5,5%, e foram destaque de alta do índice.
Agenda
Em dia sem muitas referências econômicas, o mercado se atentou para os dados do Caged. O documento mostrou que o País teve um novo recorde de abertura de empregos, ao marcar 2,4 milhões de vagas entre janeiro e outubro.
Ainda por aqui, mostrando nova aceleração no ritmo de aumento dos preços, o IGP-M apontou inflação de 1,20% na segunda prévia de novembro, taxa 0,31 ponto percentual maior do que a apurada no mesmo período do mês anterior, segundo dados divulgados pela FGV.
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Discursos
O vice-presidente do comitê de negócios estrangeiros do Congresso Nacional do Povo, Zha Peixin, reiterou o compromisso do governo chinês em anunciar mudanças em sua política cambial. Importantes economias do globo têm pressionado o país para que houvesse uma maior flexibilização na taxa cambial, que permanece artificialmente desvalorizada para aumentar a competitividade de suas exportações.
Sobre essa questão, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, se exaltou em discurso realizado em Frankfurt ao falar sobre a política cambial chinesa, condenando as medidas utilizadas pela China para manter o yuan fraco. O chairman do Fed também se preocupou em defender o segundo programa de flexibilização monetária anunciado pelo governo norte-americano, o qual injetará cerca de US$ 600 bilhões nos próximos 11 meses na economia local.
Dólar
Em sessão instável, o dólar comercial fechou esta sexta-feira com leve alta de 0,17%, sendo cotado na venda a R$ 1,719. Inflação e política cambial chinesa, dúvidas sobre o plano de ajuda irlandês e discurso de Bernanke ganharam destaque no noticiário internacional. Por aqui, nova intervenção do BaCen, dados do mercado de trabalho e formação da equipe econômica de Dilma foram avaliados de perto pelo mercado.
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O Banco Central do Brasil realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A única operação desta sexta-feira ocorreu entre as 15h18 e as 15h23 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7205.
Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros encerraram a sessão desta sexta-feira em alta. O contrato de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2011, fechou com taxa de 10,68%, variação positiva de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,03%, 138,45% do valor de face. Já o risco-País teve variação negativa de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, marcando 175 pontos-base.