Bolsas dos EUA fecham em queda, pressionadas por cenário europeu

Em pregão mais curto, investidores acompanharam de perto os números da Black Friday, importante medida do consumo

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SÃO PAULO – As principais bolsas norte-americanas encerraram o pregão desta sexta-feira (26) em queda, pressionadas pelas preocupações com relação à situação fiscal de Portugal e Espanha, além do aumento das tensões entre as Coreias. Destaque também para os números da Black Friday.

A temporada de final de ano do varejo norte-americano teve início nesta sexta-feira. O dia seguinte ao feriado de Ação de Graças, conhecido como Black Friday, marca uma temporada de grandes descontos nas lojas do país e serve também como termômetro do consumo e da atividade econômica dos EUA.

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em baixa de 0,85% a 11.092 pontos, acumulando no ano forte alta de 6,37%. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em desvalorização de 0,75% atingindo 1.189 pontos e subindo 6,66% no ano, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou queda de 0,34% chegando a 2.535 pontos e acumulando no ano forte alta de 11,70%.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq -0,34 2.535 +1,25 +11,70 
 S&P 500 -0,75 1.189 +0,59 +6,66 
 Dow Jones -0,85 11.092 -0,31 +6,37 

Economia internacional preocupa
Sem indicadores na agenda, as atenções do mercado voltaram-se principalmente à Zona do Euro. No continente, aumentaram os rumores de que o governo de Portugal pedirá ajuda ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e ao EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), embora a notícia tenha sido negada pelo governo de Lisboa. Nesta sexta-feira, Portugal também aprovou o orçamento de 2011, com pesados cortes de gastos e elevação dos impostos no país.

O governo espanhol foi outro a refutar a possibilidade de pedido de resgate, tendo o presidente José Luis Zapatero afirmado que já possui um plano rigoroso de redução do déficit fiscal.

Ainda na Europa, a Irlanda surpreendeu o mercado após a notícia de que, em troca de socorro financeiro, os cinco maiores bancos do país serão total ou parcialmente nacionalizados, com participações governamentais que vão de 51% a 100%. A projeção foi feita por analistas da agência de classificação de risco Fitch e por autoridades do país.

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Por fim, a possibilidade de novos ataques entre as Coréias inspirou cautela. Nesta sexta, a Coreia do Sul disse ter ouvido novos disparos em ilhas do Mar Amarelo, o que indicaria um possível exercício militar das tropas norte-coreanas. Mais cedo, a Coreia do Norte reafirmou sua oposição às manobras militares conjuntas entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, marcadas para o próximo domingo, dizendo que os exercícios levariam a península “à beira da guerra”.

Cenário corporativo
Em meio ao cenário internacional de pessimismo, o desempenho dos papéis de varejistas foram ofuscados. As ações do Wal Mart, Target e Best Buy apresentaram quedas de 0,5%, 0,65% e 0,13%, nesta ordem. Segundo uma pesquisa da NRF (National Retail Federation), são esperados 138 milhões de compradores neste final de semana para o Black Friday, 4 milhões acima do planejado no ano anterior. Os gastos foram estimados em US$ 447 bilhões durante a estação.

Ainda entre as baixas, destaque para os ativos do setor de commodities, pressionados por temores de que a autoridade monetária chinesa intensifique as medidas para combater a inflação. Os ADRs (American Depositary Receipts) da Rio Tinto recuaram 1,41% no pregão.

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Por outro lado, as ações da CPI International dispararam 33,45% após a manufatureira de produtos eletrônicos concordar em ser comprada por uma afiliada da empresa de private equity Veritas Capital por US$ 19,50 por papel, três meses após a Comtech Telecom desistir de comprar a companhia.