Novo rumor, nova alta: Petrobras, Eletrobras e BB sobem até 40% em 2 semanas

Com três pesquisas eleitorais em três semanas, as três empresas seguem em um forte rali, com ganhos de no mínimo 26%

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SÃO PAULO – Em mais uma sessão de forte alta da Bolsa, o destaque ficou novamente com as empresas estatais, impulsionadas pela expectativa de uma nova pesquisa eleitoral, a ser divulgada no sábado. Essa já é a terceira vez que uma pesquisa desse tipo dispara os papéis no mercado brasileiro. Petrobras (PETR3; PETR4), Eletrobras (ELET3; ELET6) e Banco do Brasil (BBAS3) fecharam esta quarta-feira (2) com ganhos de mais de 4% cada uma e já registram alta de pelo menos 25% em duas semanas.

Desde o dia 17 de março, quando teve início o rali dessas ações, os ganhos dos papéis PETR3 atingem 30,28%, e agora são cotados a R$ 15,66, enquanto os ativos preferenciais já subiram 31,74%, para R$ 16,56. Essa valorização representa ganhos R$ 49,01 bilhões em valor de mercado para a companhia, sendo R$ 26,94 bilhões por parte das ordinárias e R$ 22,07 bilhões vindo das preferenciais.

Neste mesmo período, os ativos ordinários da Eletrobras já se valorizaram 44,17%, e são cotados a R$ 7,05, enquanto as ações preferenciais têm alta de 26,62%, para R$ 11,51. com isso, a companhia elétrica registrou um aumento de R$ 2,91 bilhões em valor. Fechando o grupo, o Banco do Brasil avançou 26,90%, e agora é cotado a R$ 23,73, ganho de R$ 14,41 bilhões de valor de mercado.

No total, essas três empresas ganharam R$ 66,34 bilhões em valor nesse período, mais do que o valor total da Cielo (CIEL3), que é de R$ 59,3 bilhões. Esse ganho durante o rali é quase a mesmo que vale o próprio Banco do Brasil (R$ 67,99 bilhões), e maior que o valor de mercado das 18 empresas menos valiosas do Ibovespa.

Neste pregão, os investidores digeriram os rumores sobre a nova próxima pesquisa do Datafolha, que será divulgada no sábado. De acordo com a coluna do jornalista Kennedy Alencar, os articuladores da campanha de Dilma Rousseff já veem como provável uma queda da presidente da República nesta pesquisa de intenção de voto, que entrou em campo nesta quarta e vai até sexta-feira.

Com a queda de Dilma nas pesquisas, o mercado se mostra com menor aversão ao risco ao investir em estatais. “Faz sentido que o mercado esteja trabalhando com uma queda de Dilma nas pesquisas, uma vez que outros eventos negativos foram revelados, como a polêmica de Pasadena”, disse William Alves, analista da XP Investimentos.

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O rali dessas companhias teve início no dia 17 de março, quando surgiram notícias de que seria publicada uma pesquisa Ibope indicando que Dilma estaria perdendo espaço na intenção de voto dos eleitores. Após dois dias de fortes ganhos, a pesquisa não cumpriu as expectativas e mostrou que a atual presidente seria reeleita ainda no primeiro turno. Mesmo assim, as ações continuaram em alta.

Já na última quinta-feira (27), outra pesquisa do mesmo instituto mostrou que a popularidade de Dilma caiu, e mesmo sem indicar intenções de voto, voltou a animar o mercado, levando as estatais a dispararem mais uma vez.

Ação Cotação
17 de março
(em R$) 
Cotação
02 de abril
(em R$) 
Valorização Ganho em valor
de mercado
(em R$ milhões) 
PETR3 12,02 15,66 30,28% 26.941
PETR4 12,57 16,56 31,74% 22.072
ELET3 4,89 7,05 44,17% 2.261
ELET6 9,09 11,51 26,62% 658,6
BBAS3 18,70 23,73 26,90% 14.413
TOTAL 66.346

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.