Copom mantém o ritmo de alta da Selic e eleva juros para 11% ao ano

Após melhorar no início do ano, a inflação voltou subir e preocupar o governo, que pode acabar estendendo o ciclo de altas

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SÃO PAULO – A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) na terceira reunião deste ano não surpreendeu os investidores ao decidir, em encontro encerrado nesta quarta-feira (2), pela elevação da taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, para 11,00% ao ano, a nona alta seguida dos juros.

O principal fator para a manutenção da política de elevação da Selic ficou para a inflação, que após melhorar no início do ano, voltou a desapontar o mercado. Na última semana, o próprio Banco Central já havia indicado essa preocupação ao divulgar o Relatório Trimestral de Inflação. A alta dos juros mostra que o governo segue preocupado com a possibilidade de ficar acima da meta de inflação de 6,5% ao ano.

Analistas lembram que a redução do ritmo na última reunião ocorreu após uma melhora dos níveis de inflação, mas que uma piora nos dados de atividade econômica trouxeram preocupação. Agora o cenário se inverteu: os dados de atividade têm surpreendido positivamente, enquanto a inflação piorou, mas ainda há temores sobre a economia brasileira.

Veja a integra do comunicado:

O Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic em 0,25 p.p., para 11,00% a.a., sem viés.

O Comitê irá monitorar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.

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Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.