Publicidade
Aproveitando-se do clima positivo em Wall Street, o Ibovespa encerrou a sessão de sexta-feira (1) em alta de 1,15%, a 70.229 pontos. Esta foi a primeira vez que o índice fechou acima dos 70 mil pontos desde 15 de abril deste ano, quando atingiu 70.524 pontos. Com a grande maioria das ações que compõem o benchmark no campo positivo, o volume financeiro do dia chegou a R$ 7,56 bilhões.
Refletindo referências econômicas positivas na principal economia do mundo e aqui, o Ibovespa chegou a atingir a máxima de 70.243 pontos neste dia. Vale destacar que, na semana, a alta auferida pelo principal índice da bolsa paulista foi de 2,98%.
A economia mundial permanece em recuperação, de acordo com relatório trimestral da Fitch Ratings divulgado nesta sexta. A agência de classificação de risco amenizou o clima de cautela visto ao longo da semana em relação à possibilidade de uma maior deterioração das economias europeias. A Fitch elevou suas projeções para expansão da atividade na Zona do Euro e no Reino Unido para 2010 de 0,5% para 1,8% e 1,7% respectivamente.
Destaques da bolsa
As ações da CCR foram o principal destaque positivo do índice nesta sessão. Na véspera, o UBS anunciou o início de cobertura das companhias de concessões rodoviárias no País, destacando sua preferência aos ativos da CCR. “Nós acreditamos que a CCR e outros players irão procurar uma estrutura de capital ótima, resultando em extraordinários dividendos e mais valor aos acionistas”, diz o relatório do banco.
Também entre os principais ganhos do Ibovespa nesta sexta, as ações preferenciais da GOL responderam positivamente às novidades da empresa. A companhia informou na última quinta-feira ter iniciado a distribuição da quarta emissão de debêntures da VRG Linhas Aéreas, para levantar R$ 600 milhões, cifra que será utilizada para o pré-pagamento do saldo remanescente de R$ 378 milhões da terceira emissão de debêntures da VRG Linhas Aéreas emitida no último ano.
Entre as ações mais líquidas do benchmark, a sessão também foi de alta. Tanto a Petrobras como a Vale viram seus ativos auferirem ganhos nesta sexta, influenciando o clima positivo da bolsa paulista.
Continua depois da publicidade
Agenda
Por aqui, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) marcou inflação de 0,46% na semana terminada em 30 de setembro último, taxa 0,06 ponto percentual maior que a apurada na medição anterior.
Ainda no cenário doméstico, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) divulgou que a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 1,093 bilhão em setembro, quando foram registradas exportações da ordem de US$ 18,833 bilhões e importações de US$ 17,740 bilhões. Com isso, o saldo acumulado no ano fica positivo em US$ 12,777 bilhões. Cabe lembrar que as expectativas do mercado contidas no último relatório Focus do Banco Central apontam para um superávit de US$ 15,0 bilhões ao final de 2010.
Além disso, a produção industrial brasileira recuou 0,1% na passagem de julho para agosto, segundo a Pesquisa Industrial de Produção Física, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a agosto de 2009, o setor cresceu 8,9%, completando 10 meses seguidos de taxas positivas nesta base de comparação.
Continua depois da publicidade
Referências externas
Nos Estados Unidos, a agenda de indicadores foi movimentada nesta sexta, influenciando o clima favorável nos mercados. No campo inflacionário, o núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures), um dos mais observados pelo Banco Central norte-americano, registrou variação positiva de 0,1% no mês de agosto, em linha com as expectativas do mercado e do resultado de julho.
No oitavo mês deste ano, o Personal Income, que se refere à renda dos norte-americanos, ficou acima das projeções do mercado para o período ao registrar alta de 0,5%. Do mesmo modo, o Personal Spending, referente aos gastos da população, avançou 0,4%.
Ainda na agenda do país, a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan também mostrou dados superiores ao esperado em setembro, apontando 68,2 pontos, resultado superior às expectativas do mercado, que indicavam 67 pontos.
Continua depois da publicidade
Já o Construction Spending, que mede os gastos com construção civil nos Estados Unidos, mostrou recuo de 0,4% em agosto. Apesar do resultado negativo, o indicador veio melhor que o previsto, uma vez que o mercado projetava uma queda de 0,5% para o mês.
Em sentido oposto, o ISM Index ficou abaixo do esperado no mês de setembro. No último mês, o indicador, que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos, atingiu 54,4 pontos, enquanto as expectativas do mercado indicavam 54,8 pontos.
Dólar
Mantendo-se no campo negativo durante toda a sessão, o dólar comercial conheceu sua terceira queda consecutiva nesta sexta. Com desvalorização de 0,65%, a moeda fechou cotada na venda a R$ 1,681, renovando assim sua menor cotação desde 3 de setembro de 2008, quando terminou valendo R$ 1,677. Com esse novo recuo, as perdas acumuladas na semana chegaram a 1,75%.
Continua depois da publicidade
Apesar da dupla rodada de intervenções do Banco Central no mercado cambial, a trajetória negativa da divisa norte-americana prevaleceu mais uma vez. Assim como nas sessões anteriores, o Banco Central do Brasil realizou dois leilões de compras de dólares no mercado cambial à vista. Após intervir no mercado por volta das 11h20 (horário de Brasília) comprando dólares a R$ 1,68, a autoridade monetária realizou uma nova intervenção entre as 14h48 e as 14h53, aceitando uma taxa de corte de R$ 1,6829.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,44%, queda de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,07% em relação ao fechamento anterior, cotado a 138,35% do valor de face.
O Risco-País registrou variação negativa de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 202 pontos-base.
Mercados operam em baixa nesta segunda-feira
A semana começa em clima de cautela no mercados externos, com Wall Street e as praças europeias operando em terreno negativo nesta segunda-feira (4), à medida que os investidores revelam apreensão pelos números a serem divulgados em Washington.
Por lá, a segunda-feira traz o Pending Home Sales, contabilizando o número de casas com contrato de venda assinado mas sem transação efetiva, e o Factory Orders, medindo o volume de pedidos, feitos à indústria como um todo, de bens duráveis e não duráveis.
Já no cenário doméstico, o foco dos mercados deve ficar com os levantamentos sobre a inflação esperados para o dia. A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) publicou seu IPC (Índice de Preços do Consumidor) referente ao mês de setembro, enquanto o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulga sua Pesquisa Nacional da Cesta Básica.
Investidores também podem contar com os habituais relatórios semanais de segunda-feira: Focus, com as opiniões das instituições financeiras sobre as principais variáveis macroeconômicas do País; e a balança comercial, trazendo o resultado das transações comerciais do Brasil na primeira semana de outubro.
Petrobras
Por aqui, a cena corporativa inicia a semana com poucas novidades, dentre elas destaque à Petrobras. A estatal informou na última sexta-feira ter encerrado a emissão do lote suplementar de ações, levantando a cifra de R$ 5,196 bilhões após liquidação dos papéis.
Com o montante, o total captado pela Petrobras em seu processo de capitalização foi de R$ 120,249 bilhões. A emissão suplementar foi de 188 milhões de ações – 112,8 milhões de ações preferenciais, e 75,2 milhões de ações ordinárias, incluindo sob a forma de ADSs (American Depositary Shares).
Agrenco
A agrenco apresentou na noite da última sexta seus resultados atrasados referentes ao exercício de 2009. Dando continuidade à publicação do balanço do primeiro trimestre, na quarta-feira (29), a companhia publicou os resultados do segundo e terceiro trimestres, assim como do consolidado do ano.
“Em virtude da disponibilização das demonstrações financeiras acima citadas, a companhia estará requerendo à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a reversão da suspensão do Registro de Companhia Estrangeira”, informa Edgard Mansur Salomão, o recém-eleito presidente do conselho de administração da Agrenco.
Em 2009, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 69,7 milhões, número que se compara ao R$ 1,035 bilhão em perdas reportado no ano anterior. Em termos de receitas, a empresa contabilizou um total de R$ 1,457 bilhão no ano passado, uma queda considerável quando comparada com os R$ 3,372 bilhões de 2008.
Eucatex
A Eucatex informou na última sexta ter vendido uma fazenda localizada em Itu (SP), com 768 hectares, por R$ 85 milhões. De acordo com a companhia, a propriedade possui “vocação imobiliária”, e os recursos levantados com a venda serão utilizados para novos investimentos, inclusive compra de novas fazendas.
Random
Acionista controlador da Randon, a Dramd revogou na última sexta-feira oferta pública de aquisição voluntária de ações. De acordo com nota emitida ao mercado pela companhia, “não havendo a garantia de que será possível permutar a totalidade das ações ordinárias de titularidade da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) por ações preferenciais da Dramd por meio da OPA, que e condição suspensiva de eficácia do Contrato de Permuta, razão pela qual a OPA será revogada”.
Estácio
Por fim, ainda dentro da agenda corporativa, os investidores devem ficar atentos à estreia das ações da Estácio Participações no âmbito de sua oferta primária e secundária de ações.