Em sessão volátil, Ibovespa agrava perdas com Petrobras e bancos

Maiores oscilações ocorrem com proximidade de vencimento de opções sobre o índice e de ações; dados dos EUA animam e Focus segue no radar

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SÃO PAULO – Em dia de forte volatilidade, com a proximidade do vencimento de opções sobre o índice que ocorre na próxima quarta-feira (16), o Ibovespa retomou quedas mais acentuadas no começo da tarde desta segunda-feira (14), puxado por suas principais ações pesos-pesados. Com Petrobras (PETR3; PETR4), bancos e imobiliárias caindo forte, o benchmark da bolsa brasileira caía 0,92%, a 51.390 pontos às 15h17 (horário de Brasília).

Do lado macroeconômico mundial, vale destacar os dados dos Estados Unidos, com a alta de 1,1% das vendas do varejo referentes ao mês de março animando e levando a um dia positivo para as bolsas de Wall Street, assim como os dados melhores do que o esperado do Citigroup no primeiro trimestre. 

Enquanto isso, as ações da Petrobras também registram forte oscilação. Após abrir em alta, os papéis da petroleira viraram para perdas e passaram a registrar queda de mais de 2%. Já durante a tarde, eles registram menores baixas. Vale ressaltar que, no último final de semana, o Vox Populi e o Ibope registram no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pesquisas eleitorais que devem ser divulgadas ainda esta semana. 

Já no noticiário econômico nacional, o grande destaque fica para o relatório Focus, que elevou a estimativa para a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2014 para 6,47% ante 6,35%, enquanto para o próximo ano a projeção subiu para 6%, ante 5,84%. Com isso, a expectativa de inflação se aproximou do teto da meta de 2014, de 6,5%, o que afeta ações de imobiliárias e bancos nesta sessão, em meio às expectativas de maior alta da Selic para conter os preços.

Contudo, no mesmo relatório, aexpectativa para a taxa básica de juros foi mantida em 11,25% para o final de 2014 e de 12% para 2015. Enquanto isso, a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014 aumentou para 1,65%, ante 1,63% da semana anterior enquanto para 2015, a expectativa também foi mantida em 2,00%. 

Altas e baixas do índice
Contribuindo para o índice zerar os ganhos, estão as ações da Vale (VALE3, R$ 33,06, +0,27%; VALE5, R$ 30,15, +0,97%) e de siderúrgicas, com destaque para a CSN (CSNA3, R$ 9,47, +3,38%), assim como os de elétricas. 

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Enquanto isso, as imobiliárias registram mais um dia de queda na bolsa brasileira,  com destaque para a Even (EVEN3), PDG Realty (PDGR3). As ações de bancos também registram perdas.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 CSNA3 SID NACIONAL ON 9,50 +3,71
 HGTX3 CIA HERING ON 26,29 +2,90
 RENT3 LOCALIZA ON 34,98 +2,88
 ELPL4 ELETROPAULO PN N2 9,00 +2,51
 ENBR3 ENERGIAS BR ON 9,96 +2,36

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 EVEN3 EVEN ON 7,42 -2,50
 CRUZ3 SOUZA CRUZ ON 22,00 -1,96
 GFSA3 GAFISA ON 3,69 -1,86
 SUZB5 SUZANO PAPEL PNA 7,79 -1,77
 OIBR4 OI PN 2,96 -1,66

Europa opera estável; Ásia em baixa
As ações asiáticas estenderam as perdas das bolsas norte-americanas nos últimos pregões, enquanto os benchmarks europeus, reagem novamente a um “sell off” nas ações do setor de tecnologia. As tensões envolvendo Ucrânia e Rússia também ajudaram a puxar os índices acionários do continente para baixo.

Seguindo o movimento das bolsas dos EUA, o Nikkei, benchmark japonês, alternou entre ganhos e perdas no intraday mas encerrou com queda de 0,3% e atingiu seu menor nível em seis meses.  A exceção do continente foi o benchmark da China, que após um “rali” nas ações de montadoras fechou com leve alta de 0,05%.

Na Europa, os investidores iniciam a semana de olho na crise envolvendo Ucrânia e Rússia. As tensões aumentaram quando separatistas pró Rússia assumiram o controle de uma cidade ucraniana. O governo da Ucrânia disse que planeja lançar uma “operação anti-terrorista”, se os separatistas não deixarem o controle da cidade. Os acontecimentos elevaram preocupações sobre uma possível “guerra do gás”, que pode interromper o fornecimento de energia no continente.

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Investidores seguem atentos também aos comentários do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, de que o banco pode aliviar sua política monetária e iniciar uma compra de ativos se a inflação no continente continuar baixa. Porém, em meio aos fatores de pressão, as bolsas do continente tiveram alívio após os dados dos EUA e passaram a operar próximas à estabilidade. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.