Resumo Diferencial

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Descolando-se do movimento negativo registrado nas bolsas em Wall Street, o Ibovespa fechou a sessão de segunda-feira (4) em alta de 0,22%, a 70.384 pontos. O volume financeiro do pregão ficou em R$ 5,86 bilhões.

Assim como na última sexta, o benchmark voltou a renovar sua máxima desde 15 de abril desde ano. A performance positiva do índice foi influenciada pela alta nas ações do setor elétrico, a despeito da queda auferida pela Petrobras.

Por aqui, a Petrobras voltou a ser destaque no noticiário e no pregão. A companhia informou na noite da última sexta-feira que os bancos coordenadores de sua oferta de ações exerceram a totalidade do lote suplementar, levantando a cifra de R$ 5,196 bilhões após liquidação dos papéis. Com o montante, o total captado pela companhia em seu processo de capitalização passa a ser de R$ 120,249 bilhões.

A companhia publicou ainda o anúncio de encerramento de sua oferta, mostrando forte participação de investidores brasileiros.

Outra blue chip em foco no dia foi a Vale. Após comunicar acordo de financiamento de US$ 1 bilhão com a agência oficial de crédito à exportação do Canadá, a mineradora viu seus ativos ordinários e PNA oscilarem no campo negativo durante praticamente todo o intraday nesta segunda-feira, fechando, porém, em leves altas no final da sessão, de 0,08% e 0,02%, respectivamente.

Cabe destacar que as ações do setor elétrico influenciaram a performance positiva do Ibovespa neste dia. Tendo figurado entre os principais ganhos do índice ao longo desta segunda, as ações da ON e PNB da Eletrobras refletiram a notícia de que, na última sexta-feira, a CAF (Corporação Andina de Fomento) aprovou empréstimo de US$ 500 milhões para financiar, junto com bancos privados, parte do plano de investimentos da companhia.

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Sem sair do setor, os ativos da Copel lideraram a ponta compradora do benchmark. No campo negativo, as ações da JBS figuraram entre os principais destaques de baixa do Ibovespa no dia em meio a polêmica sobre os desentendimentos entre o grupo italiano Cremonini e a companhia.

Agenda
No front doméstico, o relatório Focus publicado pelo Banco Central manteve o otimismo dos economistas com a economia brasileira: a projeção para o crescimento do PIB neste ano aumentou 0,02 ponto percentual, marcando a quinta alta consecutiva. Agora, o mercado espera por um crescimento de 7,55% para a economia brasileira em 2010.

O documento também sinalizou novo avanço nas expectativas de inflação mensal e anual. Dessa forma, a variação projetada para o IPCA em setembro aumentou de +0,41% para +0,42%, enquanto o desempenho esperado para 2010 é de +5,07%.

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Outro destaque da agenda interna foi o IPC-S, que marcou inflação de 0,46% na semana terminada em 30 de setembro último, taxa 0,06 ponto percentual maior que a apurada na medição anterior.

Ainda por aqui, uma pesquisa do Dieese revelou que, em setembro, a cesta básica ficou mais cara para o consumidor em 14 das 17 capitais brasileiras analisadas.

Referências externas
No plano norte-americano, os investidores permaneceram inseguros frente à recuperação da economia dos EUA, com os principais índices acionários fechando no campo negativo. Na agenda do dia, foi revelado um recuo de 0,5% durante o mês de agosto no volume de encomendas à indústria norte-americana, o que incrementou a preocupação com o ritmo do crescimento industrial no país.

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Apesar disso, houve um avanço de 4,3%, no mesmo mês, no número de contratos de compra e venda de casas nos EUA, resultado bem acima do esperado pelo mercado, de +1%.

Na Europa as notícias também não foram animadoras. Um estudo realizado por pesquisadores da New Economic Foundation anunciou que o sistema bancário do Reino Unido precisará de novo pacote de resgate financeiro em 2011. Apesar disso, o ministro das Finanças, George Osborne, discorda do estudo e afirmou a jornalistas que acredita não ser necessário um novo pacote de ajuda aos bancos do país.

Dólar
Depois de um ciclo de três quedas consecutivas, o dólar comercial trilhou movimento de ajuste nesta segunda-feira, fechando o dia a R$ 1,692 em valorização de 0,65%. Cabe lembrar que, no último pregão, a divisa norte-americana fechou a R$ 1,681, renovando seu menor valor frente à moeda brasileira desde 3 de setembro de 2008.

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O Banco Central voltou a atuar no câmbio por duas vezes, a despeito do movimento positivo predominantemente mostrado pelo dólar ao longo do dia. A autoridade realizou o primeiro leilão de compra no mercado à vista entre 12h11 e 12h16, com preço de corte a R$ 1,686.

Na segunda intervenção, o BC comprou dólares entre 15h54 e 15h59, a uma taxa aceita em R$ 1,76922. As informações foram reveladas pelo Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais).

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2013, fechou com taxa de 11,78%, queda de 0,05 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,18% em relação ao fechamento anterior, cotado a 138,60% do valor de face.

O risco-País registrou variação positiva de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 203 pontos-base.

Bolsas em leve alta nesta terça-feira
Após anúncio surpreendente da autoridade monetária japonesa, o clima é positivo aos negócios nesta terça-feira (5), levando tanto Wall Street como as praças europeias a registrarem avanço em seus principais benchmarks.

O BoJ (Bank of Japan) decidiu, em reunião sobre política monetária encerrada nesta terça, por implantar uma política de flexibilização monetária, de modo a impulsionar a economia e conter a alta do iene frente ao dólar.

Entre as medidas, está a imediata redução da taxa básica de juros para um valor entre 0% e 0,1% ao ano, em decisão unânime. O Banco Central manterá a taxa ao nível virtual de zero até que se tenha a percepção de que a estabilidade de preços no médio e longo prazo foi alcançada.

Além disso, será estudada a criação de um programa temporário, no valor de ¥ 5 trilhões (cerca de US$ 60 bilhões), para a compra de diversos ativos públicos e privados, como títulos do governo e dívidas corporativas. A instituição prevê que as compras atingirão tal valor no prazo de um ano a partir do início do programa, com ¥ 3,5 trilhões (aproximadamente US$ 42 bilhões) destinados à dívida pública de longo prazo.

A novidade japonesa auxilia no sentido de ofuscar os vetor negativos vindos da Europa: enquanto a agência de classificação financeira Moody’s anunciou nesta manhã que estuda um possível rebaixamento da nota da Irlanda, a agência oficial de estatísticas do Velho Continente, a Eurostat, revelou que as vendas no varejo da Zona do Euro caíram 0,4% em agosto.

Petrobras
Por aqui, a cena corporativa conta com poucas novidades. Dentre elas, destaque à Petrobras: a estatal informou na última segunda-feira que durante o mês de agosto a produção média de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior foi de 2,599 milhões de boed (barris de óleo equivalente por dia), apresentando alta de 0,70% frente aos 2,581 millhões de barris de julho.

A produção média de óleo e gás liquefeito no mês foi de 2,022 milhões de barris diários, 0,7% acima da produção de julho (2,005 milhões de bpd). A estatal aponta que 1,678 milhão de barris deste total foi produzido na bacia de Campos.

A produção média de gás natural, excluindo o volume liquefeito, foi de 52,4 milhões de metros cúbicos diários em agosto, representando uma baixa de 200 mil metros cúbicos diários frente ao volume realizado no mês anterior (52,6 milhões de metros cúbicos), ou -0,8%.

PDG Realty
Assim como a petrolífera, a PDG Realty também se destaca após revelar seu resultado dos lançamentos e vendas do terceiro trimestre. De acordo com a companhia, as vendas contratadas entre os meses de julho e setembro alcançaram R$ 1,852 bilhão – um crescimento de 39,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com 67 projetos, o VGV (Valor Geral das Vendas) lançado no terceiro trimestre da PDG atingiu R$ 2,040 bilhões, alcançando 70% do ponto médio do guidance previsto (entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7,5 bilhões) para os lançamentos neste ano.

De acordo com a empresa, 63% do total de lançamentos foi concentrado no segmento econômico, sendo mais da metade deles elegíveis ao programa “Minha Casa, Minha Vida”. Por fim, as vendas sobre oferta atingiram 33%, face aos 30% dos três meses anteriores.

Telebrás
Por sua vez, a Telebrás encaminhou à Anatel pedido de licença de comunicação multimídia – autorização necessária para que a companhia comercialize internet banda larga.

De acordo com Rogério Santanna, presidente da Telebrás, a agência deve demorar até dois meses para liberar a autorização, última pendência para que a companhia opere o PNBL.

Telefónica: Vivo e Telesp
O setor de telecomunicações não conta apenas com a Telebrás em destaque nesta manhã. Também chama atenção o segundo aumento nas projeções da Telefónica quanto às sinergias a serem geradas com a integração de Vivo e Telesp. De acordo com as novas estimativas da companhia espanhola, a cifra de atingir € 4,2 bilhões, face aos € 3,9 bilhões anteriores.

A Telefónica espera que esses ganhos de sinergia sejam capturados completamente em um período de 3 a 4 anos. O modelo da fusão entre as duas empresas ainda não foi anunciado.

BM&F Bovespa
Nesta manhã também chama atenção o movimento da BM&F Bovespa de adquirir 13,9 milhões de ações de sua própria emissão ao preço médio de R$ 13,46 por papel. De acordo com documento emitido pela companhia, a compra estava prevista em seu programa de recompra de ações.

OGX
A OGX Petróleo comunicou nesta manhã ter descoberto a presença de hidrocarboneto na seção albiana do poço 1-OGX-20-RJS, no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos. A OGX detém 100% de participação no bloco.

“Em sequência à descoberta realizada na seção maastrichtiana, a perfuração do poço OGX-20 prosseguiu até a seção albiana, onde foi identificada uma coluna de hidrocarbonetos de aproximadamente 80 metros e net pay em torno de 50 metros em reservatórios carbonáticos”, comunicou a petrolífera.

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