Estoques de petróleo dos EUA registram queda de 0,9% na semana

Mercado esperava uma ligeira alta das reservas; por outro lado, estoques de gasolina caem 1,2% no período

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos subiram 0,9% no período de 25 de setembro a 1 de outubro, atingindo o patamar de 360,9 milhões de barris. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (6) pelo Departamento de Energia do país. 

Na semana passada, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA cresceu 3,09 milhões barris, enquanto os analistas esperavam alta de 413 mil. Por outro lado, as reservas de gasolina recuaram em 2,6 milhões de barris.

Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 83,1% de sua capacidade operacional total, abaixo do registrado na semana anterior, de 85,8%.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 1/10/2010   Semana até 24/9/2010  Variação
Óleo Bruto 360,9 357,9 +0,9%
Gasolina 219,6 222,6 -1,2%
Derivados 172,5 173,6 -0,6%
Óleo para calefação 52,4 52,4 -0,4%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 1/10/2010   Semana até 2/10/2009  Variação
Óleo Bruto 360,9 337,4 +7,0%
Gasolina 219,6 214,4 +2,6%
Derivados 172,5 171,8 +0,4%
Óleo para calefação 52,4 51,6 +1,1%

Cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 85,46 nesta quarta-feira, leve alta de 0,73% em relação ao último fechamento. 

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Já o contrato com vencimento em novembro de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 83,08 por barril, configurando uma alta de 0,31% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.