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SÃO PAULO – Após anúncio da manutenção do juro básico na Zona do Euro a 1% ao ano, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, defendeu a apreciação do dólar, afirmando que a economia europeia deve seguir em ritmo moderado e que “a crise ainda não acabou”.
“Os riscos para a perspectiva econômica estão levemente pendentes para o lado negativo”, disse Trichet na habitual conferência de imprensa que acontece após a reunião da autoridade monetária europeia. “As preocupações continuam relacionadas ao ressurgimento de tensões nos mercados financeiros”.
“Eu diria que agora, mais do que nunca, a taxa de referência deve refletir os fundamentos da economia”, acrescentou. Segundo ele, “o excesso de volatilidade e os movimentos desordenados nas taxas de juro têm efeitos adversos no que diz respeito à estabilidade econômica e financeira”.
Trichet também afirmou que “partilha da visão das autoridades norte-americanas, de que o fortalecimento do dólar é do maior interesse dos EUA”. As declarações vêm em um momento de rumores quanto à possibilidade do Federal Reserve prover maior liquidez ao mercado norte-americano, com o Japão e a Europa mantendo suas taxas de referência em mínimas históricas.
“Crise não acabou”
Jean-Claude Trichet sinalizou ainda que o BCE irá tomar algumas decisões que contribuam para a estabilidade dos preços na Zona do Euro, alertando que “a crise ainda não acabou” e que “não é normal que tenhamos ainda instituições a depender de refinanciamento” junto ao Banco Central Europeu.
Por último, salientou ainda a importância da Irlanda estabilizar rapidamente sua posição fiscal e assinalou que países como a Grécia devem definir metas concretas para saírem da recessão.