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Acompanhando o clima positivo nos principais mercados externos, o Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (13) em alta de 1,03%, aos 71.674 pontos. O índice renovou nesta tarde sua máxima de 2010 no intraday ao atingir os 71.994 pontos – a marca anterior, em 71.989 pontos, fora alcançada em 9 de abril.
O volume financeiro do dia chegou aos R$ 12,53 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e contratos do Ibovespa Futuro, que geralmente impulsiona o volume de negócios na BM&F Bovespa.
O índice repercutiu a ata do Fomc e a temporada de divulgação de resultados nos Estados Unidos – vale lembrar que na véspera o mercado brasileiro permaneceu fechado devido ao feriado de Nossa Senhora Aparecida.
Na véspera, o Federal Reserve declarou que estará pronto “em breve” para anunciar novos estímulos, como a compra de títulos do Tesouro. O banco central norte-americano também discute meios de impulsionar a expectativa de inflação do país. Além disso, destaque ao resultado da JP Morgan, que anunciou um lucro líquido de US$ 4,42 bilhões no terceiro trimestre de 2010.
Mercado em alta
As empresas do setor imobiliário lideraram as altas do pregão da BM&F Bovespa nesta quarta. Os papéis de maior destaque no setor foram os da Rossi Residencial e da MRV Engenharia, que apresentam forte valorização.
Também entre as maiores altas do dia, figuram as ações da Eletrobras. Questionada sobre algum possível anúncio ou comunicado ao mercado que pudesse influenciar o movimento de valorização, a Eletrobras disse que não há qualquer fato que justifique a alta.
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Em sentido oposto, as ações da Embraer se destacaram entre as maiores perdas do Ibovespa, após a companhia ter divulgado seu relatório de operações nesta sessão. O documento revelou que a Embraer entregou 44 jatos no terceiro trimestre do ano. Com este resultado, o total de jatos entregues entre janeiro e setembro atingiu 154 unidades. Além disso, a carteira de pedidos a entregar (backlog) totalizava US$ 15,3 bilhões no último dia de setembro, valor praticamente em linha com o observado no mesmo período do ano anterior.
As ações da Petrobras também fecharam o dia no campo negativo. Entre as demais novidades da sessão, rumores de que a estatal precisaria captar R$ 30 bilhões para viabilizar os investimentos no pré-sal e de que a PDVSA pode acabar sem participação no projeto da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, realizado em parceria com a Petrobras. Além disso, o Credit Suisse cortou a recomendação e preço-alvo dos ativos da companhia brasileira.
Agenda
Por aqui, mais uma vez apontando avanço dos preços, o IPC-Fipe mostrou inflação de 0,76% na primeira quadrissemana de outubro, taxa 0,61 ponto percentual acima da variação apontada no mesmo período de agosto.
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Dólar
Dando sequência a sua trajetória de queda, o dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira em baixa de 0,66%, cotado a R$ 1,655 na venda, voltando a testar a mínima feita em 1 de setembro de 2008, quando alcançou a marca de R$ 1,646.
Apesar de novas intervenções por parte do Banco Central, que nesta sessão novamente interveio duas vezes no mercado, comprando moeda com uma taxa de corte de R$ 1,657 e R$ 1,654, a moeda norte-americana foi pressionada pela forte valorização dos mercados acionários.
Além disso, foi divulgado o fluxo cambial neste início de outubro. Nos primeiros seis dias do mês, o fluxo cambial acumulado ficou positivo em US$ 2,181 bilhões, com fluxo comercial deficitário de US$ 1,084 bilhões, enquanto o fluxo financeiro ficou positivo em US$ 3,265 bilhões.
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Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,34%, baixa de 0,06 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,17% em 140,45% do valor de face.
O risco-País registrou variação negativa de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 179 pontos-base.