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SÃO PAULO – O Federal Reserve cortou os estímulos para a economia, conhecidos como Quantitative Easing 3 em US$ 10 bilhões, em sua reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) desta quarta-feira (19), para US$ 55 bilhões ao mês, contados a partir de abril. Oito integrantes votaram a favor da redução do programa, enquanto um foi contra.
A autoridade monetária também mudou a sua orientação sobre quanto tempo pretende manter as taxas de juros de curto prazo próximas a zero. O Fed destacou que vai considerar agora uma “ampla gama” de fatores ao invés de confiar principalmente na taxa de desemprego para nortear sua política.
O comunicado também ressaltou que o Fed pode manter as taxas baixas por algum tempo e não tem planos de aumentar rapidamente. A maior parte das autoridades – 13 de 16 – não esperam que haja um aumento na taxa de juros até 2015, com as taxas crescendo um pouco mais rápido em 2016. Chamou a atenção a discordância do presidente regional do Fed de Minneapolis, Narayana Kocherlakota, que apontou que a nova diretriz pode aumentar as incertezas.
Vale ressaltar que, na sua última previsão econômica, o Fed também reduziu a sua estimativa de crescimento dos EUA em 2014 e previu que o desemprego cairia mais rápido do que o anteriormente esperado. Agora, o Fed vê os EUA crescendo não mais que 3% este ano, ante estimativa de 3,2% de dezembro, enquanto prevê uma taxa de desemprego entre 6,1% a 6,3%, ante projeção anterior de 6,3% a 6,6%. Atualmente, o desemprego está em 6,6%. Já as expectativas de inflação mudaram pouco. Com as melhores expectativas para o mercado de trabalho, as autoridades do Fed acreditam que a taxa de juros devam chegar a 1% ao final de 2015 e 2,25% um ano depois, acima do esperado pelo mercado.