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Contrariando o clima positivo nos principais mercados internacionais, o Ibovespa encerrou o pregão da segunda-feira (18) em baixa de 0,13%, a 71.735 pontos. A queda foi amenizada pela alta das ações de Petrobras e Vale. Com esta performance, o índice interrompeu uma sequência de cinco altas consecutivas.
O dia foi marcado pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa brasileira, o que impulsionou o volume financeiro do dia, que ficou em R$ 11,85 bilhões. O exercício de opções sobre ações de outubro movimentou R$ 4,87 bilhões, maior patamar desde abril.
Após o fechamento do mercado o ministro da Fazenda anunciou nova elevação da alíquota do IOF para investimento estrangeiro em renda fixa, que passou de 4% para 6%. Além disso, Guido Mantega também anunciou a elevação, de 0,38% para 6%, do IOF cobrado sobre a margem de garantia, apenas para investimentos estrangeiros no mercado futuro.
Destaques da bolsa
Por aqui, ocuparam a ponta compradora do Ibovespa os papéis da MMX. Também entre as maiores altas do Ibovespa neste dia, ajudando a amenizar a baixa do índice, ficaram as ações da Vale. A empresa divulgou seu Relatório de Produção do terceiro trimestre de 2010, período no qual a produção de minério de ferro atingiu 82,6 milhões de toneladas métricas, melhor desempenho da companhia deste o recorde auferido no mesmo período de 2008.
Em evento realizado em Nova York para investidores, a mineradora apresentou sua expectativa de que o continente asiático seja responsável por cerca de 80% das receitas da empresa em cinco anos. Atualmente, a Ásia responde por pouco mais de 50% das receitas da mineradora.
Na outra ponta do índice, a Eletrobras apareceu como destaque de baixa nesta segunda. Os investidores realizam os lucros obtidos na última semana, quando os papéis preferenciais classe B registraram valorização de 13,02% e as ações ordinárias avançaram 13,56%.
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Agenda
No front doméstico, o IPC-S marcou inflação de 0,65% na semana terminada em 15 de outubro último, taxa 0,01 ponto percentual menor que a apurada na medição anterior. A FGV divulgou ainda o IGP-10, que registrou aceleração em outubro, apontando uma alta de 1,15% nos preços.
Ainda por aqui, a balança comercial registrou na terceira semana de outubro um saldo negativo de US$ 265 milhões, diminuindo o superávit acumulado em 2010 para US$ 14,189 bilhões.
Além disso, como de costume, o Relatório Focus trouxe nesta sessão as novas projeções para a economia brasileira ao final deste e do próximo ano. Em relação à inflação, a tendência observada nos últimos relatórios foi mantida e novamente as projeções para os índices de preço registraram aumentos, tanto para 2010 quanto para 2011. Para o PIB do País, as estimativas ficaram inalteradas em um crescimento de 7,55% ao final deste ano.
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Referências externas
Lá fora, o destaque ficou com os dados divulgados acerca da produção industrial do país, que apresentou queda de 0,2% enquanto analistas esperavam crescimento de 0,2%. Além disso, o Capacity Utilization mostrou que a capacidade industrial ocupada foi de 74,7%, ligeiramente abaixo do projetado.
Dólar
Depois de abrir a sessão em alta, o dólar comercial encerrou esta segunda-feira estável, cotado a R$ 1,666 na venda, entre rumores cada vez mais forte de que o governo intervirá no mercado novamente para evitar o ritmo de valorização do real.
O Banco Central manteve sua rotina de leilões diários de compra no mercado à vista. Em sua primeira intervenção, entre 12h04 e 12h09, a taxa de corte foi de R$ 1,6663, enquanto no segundo leilão do dia, por volta de 16h10, a autoridade comprou dólares com taxa de corte em R$ 1,6655.
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Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em alta, mas o contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2011, fechou com taxa de 10,64%, baixa de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,25% em 140,05% do valor de face.
O risco-País registrou variação positiva de 13 pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 181 pontos.
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Bolsas em leve queda nesta terça-feira
A temporada de divulgação de resultados corporativos tem sido o destaque nos mercados nas últimas sessões, e nesta terça-feira (19) não é exceção. Dessa vez, no entanto, os números não agradaram investidores e, com isso, o dia começa negativo em Wall Street e nas bolsas europeias.
A principal referência desfavorável aos negócios vem da Apple. A companhia reportou bons ganhos no terceiro trimestre, mas revelou projeções de lucro de US$ 4,80 por ação nos três últimos meses deste ano, abaixo dos US$ 5,03 previstos por analistas. Em resposta, suas ações caem mais de 5% no pré-market.
A reação negativa às declarações da Apple estende-se também por outros papéis do setor de tecnologia, inclusive do outro lado do Atlântico. É o caso da britânica ARM Holding, fabricante de chips para diversos produtos da Apple, que assiste seus ativos caírem quase 3% na bolsa Londrina.
Wall Street
A Apple não é a única a impactar o humor dos investidores. A IBM registrou no terceiro trimestre deste ano um lucro líquido de US$ 3,59 bilhões e vendas de US$ 24,3 bilhões, ambas as cifras superando as projeções do mercado. Entretanto, a assinatura de novos contratos e serviços caiu 7%, o que traz uma queda de mais de 3% às suas ações nesta manhã.
O clima tenso ao redor do noticiário corporativo deve ser a tônica do mercado norte-americano nesta terça-feira. Isto porque, ainda nesta manhã, antes da abertura das bolsas em Wall Street, estão previstas divulgações de resultados trimestrais de peso, como os do Goldman Sachs, Bank of America e Johnson and Johnson. Após o fechamento dos negócios no pregão regular, atenção ao anúncio das performances contábeis da Coca-Cola e Lockheed Martin.
Por ora, os índices futuros do S&P 500, Nasdaq e Dow Jones operam em queda de 0,07%, 0,84% e 0,09%.
Agenda de indicadores
Embora a safra de resultados seja a principal referência no andamento dos negócios nesta terça-feira, o investidor não pode descuidar da agenda de indicadores econômicos lá fora. Às 10h30 de Brasília, saem nos EUA os números de setembro do Housing Starts e do Building Permits.
Segundo as expectativas do mercado, o número de casas em início de construção nos EUA deve ter caído em cerca de 20 mil imóveis na passagem de agosto para setembro. De forma semelhante, a projeção também é de queda no montante de autorizações para novas construções.
Do outro lado do Atlântico, o cenário econômico também chama atenção. O nível de confiança do investidor alemão nos rumos de sua economia registrou neste mês de outubro seu menor nível dos últimos 21 meses. A valorização do euro foi apontada como uma das principais preocupações.
Papéis na Europa
Por falar em Alemanha, o noticiário por lá não é mesmo favorável. Da agenda ao front corporativo, o CEO (Chief Executive Officer) da Volkswagen, Martin Winterkorn, disse que a fusão entre sua companhia e a Porsche deve ser adiada, até que questões jurídicas e tributárias sejam resolvidas. As ações da Porsche despencam quase 4% na bolsa de Frankfurt.
Em contrapartida, o setor financeiro é destaque de alta no mercado europeu. Os papéis do Deutsche Bank sobem 2,8% e os do Banco Santander, 2,9%, em movimento de ajuste às recentes perdas. Outra ação que desponta entre as maiores valorizações é a da SKF. A companhia sueca anunciou a aquisição da norte-americana Lincoln Industrial por US$ 1 bilhão e vê seus papéis dispararem mais de 10%.
Câmbio
Por fim, o mercado cambial também conquista lugar de destaque nas manchetes dos jornais nesta terça-feira. Na noite passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nova elevação da alíquota do IOF e, lá fora, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, afirmou que “os EUA não entrarão em uma escalada de disputas cambiais” e que “trabalharão arduamente para preservar a confiança dos investidores em um dólar forte”. Nesta terça-feira, a moeda norte-americana reage, mostrando alta frente às principais divisas do mundo.