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SÃO PAULO – A minuta da última reunião do BoE (Bank of England), ocorrida entre os dias 6 e 7 de outubro, revelou crescente discordância entre os membros do grupo sobre as perspectivas econômicas, embora a maior parte do comitê de política monetária da instituição tenha mantido a visão de que as medidas de estímulo já colocadas em prática sejam adequadas.
Para a maioria dos membros, o risco da inflação, tanto de queda como de alta, continua expressivo, e por isso eles estariam prontos para alterar a política monetária em ambas as direções, uma vez que se defina uma tendência mais pronunciada dos preços.
Com posição distinta da maioria, dois membros apontam diferentes interpretações: Adam Posen votou pela manutenção da taxa básica de juros em 0,5% e expansão do programa de compra de ativos em £ 50 bilhões, ao passo em que Andrew Sentance votou pelo incremento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros e manutenção do programa de compra de ativos.
Visão majoritária
O documento, divulgado nesta manhã, revela que para a maioria dos membros, as últimas notícias sobre a economia não mostram alteração suficiente do cenário econômico para que sejam necessárias medidas adicionais.
Na visão destes membros, por um lado a economia contém considerável margem de capacidade ociosa e, desta forma, a demanda poderia expandir-se significativamente antes que ocorresse impacto na inflação. Por outro lado, esses membros também consideram preocupantes os riscos da inflação, uma vez que as prévias vem se mantendo acima da meta.
Vozes dissoantes
Para o economista Adam Posen, o programa de compra de ativos da autoridade monetária deveria ser expandido em £ 50 bilhões, uma vez que o atual grau de capacidade ociosa da economia é suficiente para a política monetária poder estimular um crescimento econômico mais rápido sem que haja pressão inflacionária.
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Por sua vez, Andrew Sentance manteve sua posição da reunião anterior e votou por um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, argumentando que os constantes resultados prévios da inflação ficando acima da meta justificariam essa mudança na política monetária.