Embaladas pelo Relatório de Emprego dos EUA, bolsas estendem altas

Bons números elevam apetite pelo risco entre investidores; atenção aos termos da histórica oferta de ações da Petrobras

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SÃO PAULO – Embaladas pelos bons números revelados pelo Relatório de Emprego dos EUA, as bolsas em Wall Street estendem suas trajetórias de alta vistas no último pregão e operam no campo positivo na tarde desta sexta-feira (3), puxando consigo o desempenho dos principais índices de ações no mundo.

Entre os tantos aspectos abordados pelo Relatório, destaque para o Nonfarm Payrolls, que indicou a perda de 54 mil vagas de emprego na economia norte-americana no mês de agosto. Embora essencialmente negativo, o número vem abaixo das projeções do mercado, de 120 mil postos de trabalho, o que explica a boa recepção dos investidores.

A taxa de desemprego, por sua vez, obedeceu às expectativas ao registrar leve acréscimo de 0,1% entre julho e agosto, ficando em 9,6%. Por sua vez, o ISM Services ficou em 51,5 pontos também no oitavo mês do ano, aquém do previsto de 53 pontos, mas sem conseguir impactar o bom humor nas praças financeiras.

No plano corporativo, o dia é de anúncio de operação histórica não só para o mercado financeiro brasileiro, mas também a âmbito global. A Petrobras (PETR4, PETR3) revelou logo pela manhã os termos de sua oferta de ações, que poderá lhe render uma captação de até R$ 128 bilhões, caso lotes adicionais sejam exercidos. Se confirmado, será um dos maiores volumes já captados por uma empresa em tal operação na história mundial.

No total, inicialmente, serão emitidas 2,174 bilhões de ações ordinárias e 1,585 bilhão de preferenciais, cujo preço, como de praxe, será fixado no processo de bookbuilding. O investidor de varejo poderá investir entre R$ 1 mil e R$ 300 mil na oferta. O período de reservas começa dia 13 de setembro, ao passo que a estreia das ações está agendada para 27 de setembro.

No campo da agenda doméstica, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro registrou no segundo trimestre deste ano um crescimento de 1,2% frente ao três primeiros meses do ano, já descontados efeitos sazonais, superando as projeções do mercado que davam conta de uma expansão mais amena.

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Ibovespa em alta
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta leve alta de 0,20% nesta tarde e atinge 66.938 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,481 bilhões.

O principal destaque positivo fica com as ações preferenciais da Petrobras (PETR4), que registram valorização de 3,04% e são cotadas a R$ 28,44. Apesar dessa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -20,77%.

 As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 PETR4 Petrobras PN 28,44 +3,04 -20,77 786,17M
 PETR3 Petrobras ON 32,10 +2,75 -21,43 195,19M
 NATU3 Natura ON 44,00 +1,90 +26,16 12,34M
 KLBN4 Klabin PN 5,05 +1,61 -2,60 9,09M
 VIVO4 Vivo Part PN 43,05 +1,58 -17,53 8,91M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 OGXP3 OGX Petróleo ON 19,47 -4,84 +13,86 424,33M
 MMXM3 MMX Miner ON 13,22 -1,86 +32,00 20,99M
 BISA3 Brookfield ON 9,02 -1,74 +17,30 12,58M
 BRAP4 Bradespar PN 38,00 -1,73 -0,10 15,62M
 ALLL11 ALL UNT N2 16,70 -1,42 +2,52 13,74M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Treasuries e petróleo
Conhecidos pelo perfil defensivo, os títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, têm seu rendimento negociado em alta, demonstrando queda no preço. O risco-País também responde ao clima ameno da sessão e recua 10 pontos nesta tarde, a 210 pontos.

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Os números trazidos pelos indicadores repercutem não somente sobre as bolsas, mas também sobre o mercado de commodities, onde o dia é de trajetórias ascendentes nas principais cotações. Uma das exceções é o barril de petróleo, negociado a US$ 75,84 cada em Nova York, o que configura um recuo de 1,42%.

Câmbio e renda fixa
O dólar comercial reflete o maior apetite pelo risco entre os investidores e opera no campo negativo desde o começo de suas negociações, em linha com a trajetória da moeda lá fora. Nesta tarde, a divisa era cotada a R$ 1,726, o que representa um declínio de 0,35% frente à última quinta-feira.

Em sentido oposto, as taxas dos contratos de DI futuro são negociadas na BM&F Bovespa em tendência predominante de alta, sobretudo em função do desempenho do PIB acima do esperado.