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SÃO PAULO – Recentemente, a MCap Investimentos incorporou a área de renda variável da Virtus, operação vista pela gestora como “uma oportunidade de acelerarmos o desenvolvimento de uma área estratégica, a renda variável, na qual não tínhamos expertise”, declarou Vincent Carvalho, gestor de portfólio da MCap.
Carvalho explicou ainda que o bom relacionamento com os sócios e executivos da Virtus e as potenciais sinergias com a união das operações foram outros fatores que contribuíram para a incorporação. A união das equipes também trouxe à MCap um time centrado em renda variável, que não era a especialidade até então.
Crescimento orgânico
No entanto, o objetivo da gestora, a partir de agora, é crescer organicamente. Num primeiro momento, a ideia é expandir e maturar os dois principais produtos, o MCap Mach FIM, fundo multimercado para quem busca um nível de risco reduzido, com baixa volatilidade e retorno de 150% do CDI, e o MCap Virtus FIA, produto para quem busca exposição à renda variável, com gestão ativa, por meio de stock picking, no mercado de ações.
Embora o foco seja oferecer produtos especializados em cada segmento de atuação, o planejamento necessário envolve toda a estruturação, que vai desde a filosofia de gestão até a análise de risco, explica o gestor, “para termos consistência de resultados”. Uma das prioridades, no caso, é manter isolada a “sensação de pertencimento”, já que a ideia não é seguir a maioria em termos de estratégia de investimentos.
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Valorização acumulada no ano, até 31 de agosto de 2010: |
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|---|---|---|---|
| Valorização | Aplicação mínima | Benchmark | |
| MCap Mach FIM | 12,57% | R$ 10.000,00 | CDI (6,11%) |
| MCap Virtus FIA | 12,30% | R$ 25.000,00 | Ibovespa (-5,02%) |
Foco também no downside
Como o foco está no fundamento das empresas, e não na bolsa como um todo, a MCap espera ter performance positiva em qualquer cenário, mesmo com a visão cautelosa que a gestora tem no momento para a economia global no curto e médio prazo.
Para tanto, a avaliação de cada ativo é feita não só em função do retorno projetado para o investimento, mas também com foco nos riscos inerentes e na probabilidade de desvalorização – o downside. Assim, diz Luis Alberto Bins, gestor do MCap Virtus, existe o compromisso de analisar as alocações pelo aspecto risco/retorno, com a diversificação dos ativos como uma maneira de assegurar as performances do portfólio, que superam os benchmarks, como pode ser visto na tabela acima.