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SÃO PAULO – A economia norte-americana segue se recuperando a passos lentos, revelou nesta quarta-feira (8) o Livro Bege do Federal Reserve. Compilado pelas 12 unidades regionais do Fed, o documento afirma que “o crescimento econômico em ritmo moderado foi a descrição mais comum das condições”. Já as pressões inflacionárias seguem moderadas.
O Livro Bege, que se refere ao período entre a metade de julho e o final de agosto, também mostrou que, apesar de ainda estar crescendo em ritmo moderado, a economia mostra mais sinais de desaceleração do que nos períodos anteriores.
Consumo e indústria
De acordo com o documento, os gastos dos consumidores parecem ter avançado, apesar do clima de cautela permanecer, focando o consumo em itens essenciais. Cabe dizer que a avaliação não foi unânime entre os 12 distritos. De maneira geral, as vendas no varejo (excluindo os automóveis) mostraram sinais de melhora.
A atividade se mostrou estável na maioria dos distritos para serviços não-financeiros, com destaque para a demanda por serviços de tecnologia. Já a indústria mostra sinais de expansão, ainda que mais amena do que já foi visto no ano. “A maioria dos distritos mostrou ganhos em produção e vendas em um ampla gama de setores”, escreve o Federal Reserve.
Em relação à capacidade utilizada, os dados são divergentes, com destaque para os produtores de produtos de alta tecnologia, que estão operando em sua capacidade máxima (refletindo, em parte, uma queda substancial na capacidade mundial do setor nos últimos anos).
Setor imobiliário segue em baixa
Por sua vez, o setor imobiliário segue mostrando sinais de desaceleração, com redução das vendas de casas e uma consequente perda de ritmo da construção civil, em resposta à falta de demanda. De acordo com o Fed, as informações sobre preços foram divergentes entre os distritos.
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Assim como nos imóveis residenciais, a demanda por imóveis comerciais também segue em baixa, com altos níveis de desocupação e uma pressão substancial nos aluguéis. O Fed, contudo, afirmou que alguns distritos viram sinais de melhora nesse sentido.
Emprego
As pressões sobre os salários também não preocupam, permanecendo “modestas” de modo geral. Em relação ao mercado de trabalho, em alguns distritos as novas contratações são limitadas pelos trabalhadores temporários. Em algumas regiões, foi apontada a existência de um “desencontro” entre trabalhadores e vagas – fato mencionado por analistas antes da divulgação do relatório de emprego de agosto -, o que causou uma leve pressão nos salários em determinadas indústrias.
“Olhando um panorama mais geral, contudo, os relatórios mostraram que há uma ampla oferta de trabalhadores para posições em aberto”, explica o Fed.
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Empréstimos e inflação
Os empréstimos também seguiram “estáveis ou levemente em queda”, com a maior parte dos distritos reportando poucas mudanças nos níveis já baixos de empréstimos comerciais ou para a indústria – sugerindo que os empresários seguem cautelosos para investir.
Da mesma forma, os empréstimos ao consumidor também continuam em níveis baixos, com poucas mudanças nas exigências para as concessões de crédito e na qualidade dos empréstimos.
O Fed também reportou que as pressões inflacionárias seguem “limitadas” para a maioria dos produtos e serviços, com exceção de commodities agrícolas e alguns materiais industriais.