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SÃO PAULO – Membros da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e do Ministério de Minas e Energia esbanjaram otimismo com as perspectivas do pré-sal em evento sobre a setor petroleiro no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13).
Haroldo de Lima, diretor geral da agência, revelou que as estimativas para as reservas do poço de Franco, uma das seis áreas a serem repassadas para a Petrobras (PETR3, PETR4) pela União dentro da cessão onerosa, giram em torno de 6 bilhões de barris. Contudo, ele afirma que apenas metade deste total foram destinados à cessão.
Ainda em relação ao poço, o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, avaliou que a estatal não deverá usar os 36 anos de seu contrato para produzir o volume total de barris na área de Franco. “A Petrobras pagou por um volume e temos que assegurar que tenha tempo produzir esse volume. Seguramente a empresa não vai usar esse tempo”, ressaltou o secretário.
Conteúdo local
Almeida afirmou ainda que o tempo que a empresa irá levar para extrair os volumes contratados depende da fase exploratória e da capacidade da indústria nacional atender à demanda da companhia, que precisa respeitar as obrigações de conteúdo local. Ele disse acreditar na capacidade da indústria brasileira de suprir a exigência.
Adicionalmente, o secretário revelou que o atual nível de material local exigido para as áreas profundas poderá ser elevado nas próximas licitações, dizendo que variáveis já estão sendo estudadas para o campo de Libra, que deve ser a primeira região do pré-sal licitada sob o regime de partilha.
Libra
O Ministério de Minas e Energias trabalha com a perspectiva de conclusão da perfuração do primeiro poço do campo de Libra em 30 dias, disse Almeida no evento desta segunda-feira. Falando sobre o novo campo, Haroldo de Lima afirmou que as estimativas iniciais giram em torno de reservas de pouco menos de 8 bilhões de barris de petróleo e gás.
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Magda Chambriard, diretora da ANP, disse que a intenção do governo é de leiloar a área já no primeiro leilão do pré-sal, marcado para ocorrer na primeira metade de 2011. “Se essa área for licitada, vai ser um leilão com pouco precedente no mundo. Será como voltar no anos 1970, no Oriente Médio”, afirmou Magda.
Marco Antônio Martins Almeida disse que este primeiro leilão deverá contar apenas com áreas terrestres e em águas profundas na margem equatorial brasileira, que inclui bacias de Pernambuco-Paraíba, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas. “Vamos observar os relatórios do acidente do Golfo do México para avaliar se é preciso mudar a legislação brasileira”, esclareceu o secretário. Com isso, as áreas em águas rasas – que incluem localidades nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo – ficam de fora desse leilão.
Novas descobertas
A diretora da ANP revelou ainda a possibilidade da existência de uma grande jazida de petróleo ao sul dos atuais campos.
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“É possível que haja mais áreas com potencial tão grande (quanto Libra, Franco e Tupi) no sul das concessões do pré-sal. Aguardamos estudo em 3D que contratamos à CGG Veritas”. A região ficaria dentro da área marítima pertencente ao estado de São Paulo.