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Puxado pela performance negativa auferida pelos papéis da Petrobras, o Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (14) em queda de 0,50%, a 67.691 pontos. O movimento do benchmark contrariou o clima mais ameno visto nas bolsas de Wall Street, que fecharam com sinais opostos após indicadores econômicos positivos nos EUA. O volume financeiro do dia foi de R$ 8,21 bilhões.
Ajudando a manter o Ibovespa no campo negativo, as ações da Petrobras registraram fortes perdas no pregão, com a pressão dos investidores para que o preço de subscrição na oferta seja mais atraente. Embora a segunda data de corte para a oferta prioritária de ações da estatal ocorra apenas na sexta-feira (17), esta terça-feira marca o último dia em que os investidores interessados em participar da oferta montem posições, para que estas sejam consideradas sob custódia, por causa do período de três dias úteis necessários à liquidação da ordem.
Contudo, o extremo da ponta vendedora do índice voltou a ser ocupado pelas ações da LLX Logística. Após desabarem 6,48% no pregão anterior, os papéis da companhia registraram variação negativa de quase 8% nesta sessão, seguindo o momentum negativo provocado pela confirmação da cisão parcial da empresa. Na última segunda-feira, foi anunciada a venda da LLX Sudeste para a MMX Mineração.
Na ponta positiva do índice, ficaram os papéis da Brasil Ecodiesel. Também entre os ganhos estão as ações de empresas do setor aéreo. A alta auferida nas ações da GOL, por exemplo, repercutiu o anúncio feito pela GOLLOG, braço da companhia aérea destinado ao transporte de cargas, que inaugurou um novo terminal no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A TAM, por sua vez, ficou em foco após um jornal chileno levantar a possibilidade de a empresa estar planejando uma troca de ações com a Iberia e com a British. A companhia negou as informações.
Agenda
No front doméstico, o IGP-M apontou inflação de 0,99% na primeira prévia de setembro, taxa 0,57 ponto percentual acima da vista no mesmo período do mês anterior, segundo dados divulgados pela FGV. Ainda por aqui, as vendas do comércio varejista registraram crescimento no sétimo mês do ano, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE.
Nos EUA, as vendas no varejo cresceram 0,4% em agosto, ante expectativa de 0,3% por parte dos analistas. Ainda por lá, os investidores avaliam a expansão de 1% dos estoques de empresas, enquanto a projeção era de alta de 0,7%.
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Já no Velho Continente, os indicadores não seguiram a mesma trajetória otimista. O índice de confiança de investidores e analistas alemães caiu de 14 pontos em agosto para menos 4,3 pontos em setembro, atingindo a mínima em 19 meses. Ao mesmo tempo, a produção industrial da Zona do Euro ficou estável em julho, enquanto os analistas esperavam uma alta de 0,1%.
Dólar
Mesmo com os mercados demonstrando maior cautela do que nas últimas sessões e com o Banco Central atuando por duas vezes no mercado cambial, o dólar comercial se manteve firme m sua trajetória negativa, fechando esta terça-feira com queda de 0,47%, cotado na venda a R$ 1,708, renovando mais uma vez sua mínima – agora, a moeda atingiu o menor patamar desde 9 de novembro do ano passado, quando fechou a R$ 1,702.
Vale mencionar que essa foi a décima queda consecutiva da divisa, maior sequência vista desde 2005, quando ela também recuou por 10 vezes seguidas entre os dias 28 de outubro e 11 de novembro. Nestes 10 dias, o dólar já recuou 2,95%.
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Após atuar comprando dólares no mercado cambial à vista por volta das 11h20 (horário de Brasília), o Banco Central do Brasil realizou um novo leilão de compra da moeda entre as 15h39 e as 15h49, tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,7105.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou sem tendência, com destaque para o recuo das taxas dos contratos de longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,32%, queda de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,18% em relação ao fechamento anterior, cotado a 136,85% do valor de face.
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O Risco-País registrou variação positiva de 2 pontos-base em relação ao fechamento anterior, fechando em 212 pontos-base.