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SÃO PAULO – O Banco Central divulgou nesta quarta-feira (15) o IBC-Br (índice mensal de atividade do BC), que teve alta de 2,42% na passagem de junho para julho, atingindo 142,62 pontos. Este é o maior patamar desde abril deste ano, quando marcou 144,15 pontos.
Na base anual, o índice subiu 7,41% no sétimo mês de 2010. Segundo a autoridade monetária, de janeiro a julho, o IBC-Br acumula alta de 9,58%, sendo que em 12 meses o indicador revela avanço de 6,86%.
Já em termos dessazonalizados, o índice marcou 139,46 pontos, com alta de 0,24% na base mensal e avanço de 7,90% frente julho de 2009. Neste cenário, este é o maior nível registrado pelos dados mostrados pelo BC.
Entenda o indicador
Divulgado em abrangência nacional mensalmente pelo Banco Central desde março de 2010, o IBC-Br foi calculado retroativamente desde 2003. O índice constitui-se em um indicador que incorpora a trajetória das variáveis consideradas essenciais para o desempenho de três setores da economia: agropecuária, indústria e serviços.
A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para estes três setores econômicos acrescida dos impostos sobre produtos, que são projetados a partir da evolução da oferta total (produção + importações). As comparações realizadas pelo Banco Central sugerem a relevância do cálculo do IBC-Br como indicador antecedente do PIB, mas o BC ressalta que ele não projeta e nem mede o PIB brasileiro.
De acordo com a autoridade monetária, o dado somente incorpora e sintetiza informações, que são de conhecimento público, sobre a atividade econômica doméstica e servem de base para o cálculo oficial do IBGE.