8 ações caem mais de 3%; Vale avança; BB Seguridade tem recomendação elevada

ALL cai com dados operacionais fracos no quarto trimestre; Ecorodovias recua após anunciar que vendeu sua participação de 11,41% na STP

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SÃO PAULO – Após um certo alívio na véspera, o Ibovespa volta a cair nesta quarta-feira (5). Às 14h38 (horário de Brasília), o índice registrava queda de 0,88%, a 46.549 pontos, pressionada pelas ações das elétricas, o que desviava a atenção da alta das ações “pesos-pesados” da Vale (VALE3, +2,66%, R$ 33,54; VALE5, +1,45%, R$ 30,01), que subiam mais de 1%. Os papéis da holding Bradesco (BRAP4, +1,81%, R$ 21,94), que possui participação relevante na Vale, acompanhavam o movimento. 

Com esse desempenho negativo do benchmark, apenas 11 das 72 ações que compõem a carteira teórica do benchmark operavam com alta superior a 1%, enquanto oito papéis registravam queda maior do que 3%. 

Na ponta negativa, apareciam as ações da ALL (ALLL3), com desvalorização de 3,88%, a R$ 6,20. O motivo da queda eram os dados operacionais divulgados pela companhia de logística na noite da véspera. 

A empresa elevou em 2% o lucro operacional do quarto trimestre, apesar de apurar queda de 3,8% no volume transportado. A companhia fez referência a problemas em terminais de descarga de grãos no porto de Santos, que foram parcialmente resolvidos no quarto trimestre e também o incêndio que destruiu o terminal da Copersucar no porto em outubro.

Elétricas
As ações das elétricas também chamam atenção nesta sessão, figurando entre as maiores quedas do Ibovespa. O desempenho ruim ocorre após o apagão que atingiu ontem à tarde 11 estados brasileiros e 6 milhões de pessoas. 
A linha de transmissão que liga Colinas (TO) a Serra da Mesa (GO) e que causou o apagão que atingiu São Paulo e outros Estados nas Regiões Sudeste e Sul, pertence à Intesa, segundo fontes que participam da investigação das causas do acidente, que é formada por empresas do grupo Eletrobras, como Chesf e Eletronorte, além do FIP Brasil Energia. Segundo a XP Investimentos, o “evento” gera alguma externalidade para Taesa (TAEE11) e Eletrobras, mas os analistas não acreditam em impactos relevantes nas companhias. Os papéis ordinários e preferenciais da Eletrobras caem 2,19% e 1,60% nesta sessão, respectivamente, a R$ 4,91 e R$ 9,21, enquanto os da Taesa recuam 1,03%, a R$ 17,32.

Outra empresa do setor que é fortemente penalizada hoje também é a Cemig (CMIG4), que vê suas ações caírem 3,56%, a R$ 13,00. Essa é a terceira queda consecutiva do papel (-6,0%). Reflete na empresa, principalmente, a notícia de que o governo federal deve anunciar nas próximas semanas a renovação das concessões de distribuição de energia elétrica, cujos contratos vencem entre 2015 e 2017. São cerca de 40 empresas, universo que contempla Cemig, Copel (CPLE6, -2,09%, R$ 26,29), e as sete companhias federalizadas, controladas pela Eletrobras. 

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Outros destaques:

BB Seguridade
Por outro lado, as ações da BB Seguridade (BBSE3) sobem 1,62%, sendo cotadas a R$ 22,63. Nesta quarta-feira, o Credit Suisse elevou a recomendação das ações da empresa de neutra para outperform (desempenho acima da média), com preço-alvo de R$ 28, o que implica um potencial de valorização de 25,67% em relação ao fechamento da véspera. Em relatório, o banco de investimentos aponta que, o papel não é nenhuma “barganha”, mas a conclusão é que parecer ser uma “bela opção de compra” no momento. 

Ecorodovias
Já as ações da Ecorodovias (ECOR3) recuam 3,47% nesta sessão, a R$ 11,68. A concessionária de infraestrutura vendeu sua participação de 11,41% na Serviços e Tecnologia de Pagamentos (STP) por R$ 292,12 milhões. Os compradores foram sociedades controladas pelo fundo de private equity Capital International e sua afiliada CGPE VI, L.P., disse a companhia em fato relevante na terça-feira. Apesar do valuation razoável, o Credit Suisse apontou que a operação deve ser vista como marginalmente negativa para a empresa por atribuir uma chance razoável de que os proceeds sejam destinados ao negócio de porto. Nesse cenário, o banco acredita que haveria uma destruição de valor relevante. No ano, as ações da Ecorodovias registram desvalorização de 20%.

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Smiles
Dando continuidade à temporada de balanços corporativos, a Smiles (SMLE3), rede de fidelidade da Gol, divulgou seus dados na noite da véspera, mostrando lucro líquido de R$ 66,7 milhões no quarto trimestre, alta de 5,8% em relação ao período imediatamente anterior, enquanto as despesas cresceram mais de 100% na mesma base de comparação. A companhia, que realizou em abril de 2013 sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) movimentando R$ 1,132 bilhão, não divulgou as comparações com os resultados de 2012. Em reflexo, os papéis da empresa sobem 4,46% neste pregão, a R$ 36,49.

CVC
Já a CVC (CVCB3) informou nesta manhã que seu lucro líquido foi de R$ 39,9 milhões entre os meses de outubro e dezembro de 2013, ante prejuízo de R$ 58,1 milhões no mesmo período anterior. No acumulado do ano, os ganhos da companhia avançaram 455,3% frente a 2012, passando de R$ 20,1 milhões para R$ 111,7 milhões. A receita líquida da operadora de viagens somou R$ 159,8 milhões no quarto trimestre, e R$ 641,2 milhões no acumulado do ano passado. Embora tenham registrado ganhos durante toda a manhã e uma parte da tarde, as ações da companhia perderam força e registram leve queda de 0,29%, a R$ 13,86. 

Banco ABC Brasil
Também reage em alta aos números trimestrais as ações do Banco ABC Brasil (ABCB4), que sobem 1,28%, sendo cotadas a R$ 11,85 neste pregão. A instituição financeira informou que seu lucro líquido atingiu R$ 268,3 milhões em 2013, apresentando crescimento de 18,4% em relação a 2012 (R$ 226,6 milhões). No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 76,2 milhões, expansão de 13,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) atingiu 14,9% em 2013, aumento de 0,6 ponto percentual em relação a 2012. A carteira de crédito expandida (que inclui os empréstimos, garantias prestadas e títulos privados) encerrou o ano com saldo de R$ 17,782 bilhões, apresentando avanço de 16,1% na comparação anual.

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BR Malls
Ainda no campo positivo, ganha destaque as ações da BR Malls (BRML3) que seguem no campo positivo após forte valorização da véspera (+7,46%). Nesta sessão, os papéis chegaram a subir 2,40%, sendo cotados a R$ 16,23. Ontem, a administradora de shopping centers divulgou seus dados trimestrais. 
As vendas nas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) nos shoppings da BR Malls cresceram 8% no quarto trimestre, ante um avanço de 8,1% no período imediatamente anterior, segundo prévia divulgada na véspera. O indicador que mede os aluguéis nas mesmas lojas cresceu 10,4% entre outubro e dezembro, ante 9,3% no trimestre anterior.